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Fim da linha: PCPR prende em São Paulo um dos líderes de facção mais procurados do Brasil

Fim da linha: PCPR prende em São Paulo um dos líderes de facção mais procurados do Brasil

(Foto: Divulgação PCPR)

Fim da linha: PCPR prende em São Paulo um dos líderes de facção mais procurados do Brasil


Alvo de 42 anos comandava assaltos a bancos no Paraná, alugava armamento pesado e planejava resgate de presos com 30 quilos de explosivos. Operação usou drones com visão noturna.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) desferiu um duro golpe contra o crime organizado na manhã desta sexta-feira (20). Em uma operação interestadual de alta complexidade, agentes paranaenses prenderam no estado de São Paulo um homem de 42 anos que figurava na lista dos foragidos mais procurados do país, elaborada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em 2025.

A captura, que contou com o apoio operacional da Polícia Civil de São Paulo (PCSP), foi o ápice de meses de trabalho do setor de inteligência. O suspeito é apontado como uma das principais lideranças de uma facção criminosa atuante no Paraná.

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O currículo do crime

O foragido era uma peça central na logística do terror. Segundo as investigações, ele não apenas participava ativamente de assaltos a residências e instituições financeiras (o chamado “novo cangaço”), como também atuava como “locador” de armas de grosso calibre para outros criminosos.

O delegado da PCPR, Rodrigo Brown, revelou que o suspeito estava arquitetando um ataque direto ao sistema penitenciário paranaense.

“Ele também foi identificado como participante em um esquema que visava roubos contra bancos e uma possível tentativa de resgate de um indivíduo preso. Ao longo das investigações, que contaram com a inteligência da Polícia Militar do Paraná, apreendemos drogas, cerca de 30 quilos de explosivos e diversos armamentos pesados”, detalhou Brown.

Drones e prisão de familiar

O cerco ao criminoso envolveu o cumprimento de ordens judiciais de busca e apreensão expedidas pelo Juízo Criminal da Comarca de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.

Para garantir o sucesso e a segurança da incursão em território paulista, a polícia utilizou drones equipados com câmeras de visão térmica e noturna.

Durante as buscas em um dos endereços ligados ao líder da facção, os policiais localizaram uma motocicleta roubada. O achado resultou na prisão em flagrante de um familiar do foragido pelo crime de receptação.

Para o delegado Thiago Andrade, a operação é um marco. “Trata-se de um alvo de alta relevância. A prisão demonstra a capacidade da Polícia Civil do Paraná em localizar e prender criminosos mesmo fora do território estadual, reforçando a importância da integração entre as polícias no enfrentamento ao crime organizado”, avaliou.

Os dois detidos foram encaminhados ao sistema penitenciário e permanecem à disposição da Justiça.


Fardas táticas e fuzis: PCPR prende quadrilha do terror especializada em roubo de cargas milionárias na BR-116

O cerco se fechou para uma violenta associação criminosa que aterrorizava motoristas no eixo da rodovia BR-116. Nas primeiras horas desta sexta-feira (20), a Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou uma operação em Campina Grande do Sul e Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, que resultou na prisão de dois homens e uma mulher.

O grupo é apontado como responsável por roubos de cargas de alto valor logístico e financeiro, atuando não apenas no Paraná, mas também no estado de São Paulo, especialmente na região do Vale do Ribeira.

As investigações, que começaram em 2024, contaram com um intenso cruzamento de dados de inteligência entre a PCPR e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O destino dos alvos

A operação desta sexta-feira teve desfechos diferentes para cada um dos investigados identificados pela polícia:

  • O chefe operacional: Foi capturado em sua própria residência, onde os policiais também apreenderam materiais que comprovam a logística dos crimes.
  • A estrategista: Uma mulher, identificada como peça-chave no núcleo operacional e logístico da quadrilha, também foi detida.
  • O presidiário: O terceiro mandado foi cumprido dentro do sistema penitenciário, contra um homem que já estava preso por outros crimes.
  • O quarto alvo (morto): Um quarto suspeito, que também seria preso hoje, não teve tempo de responder à Justiça. Ele foi assassinado a tiros no último sábado (14), no município de Piraquara.

Táticas de Guerra e Contrainteligência

O delegado Lucas Mariano, responsável pelas investigações, detalhou o nível de sofisticação e agressividade do bando. O grupo agia trajado com fardamentos táticos e empunhando armamento pesado (armas longas/fuzis). Para evitar o rastreamento via satélite das transportadoras, utilizavam potentes bloqueadores de sinal (jammers).

Em um dos ataques mais audaciosos, ocorrido em Campina Grande do Sul, a quadrilha manteve um caminhoneiro refém sob a mira de armas enquanto tentava — sem sucesso — arrombar um compartimento blindado de carga pertencente à Receita Federal.

“O grupo também utilizava táticas de contrainteligência, como o registro de falsos boletins de ocorrência de roubo de veículos próprios, para tentar afastar a suspeita policial quando esses automóveis eram flagrados em comboios criminosos na rodovia”, explicou o delegado.

Com as prisões executadas, os alvos foram encaminhados ao sistema penitenciário. A PCPR informou que a investigação continua aberta com um novo foco: identificar os grandes receptadores dessas cargas milionárias e mapear outros possíveis integrantes da rede criminosa.

Fim da linha: PCPR prende em São Paulo um dos líderes de facção mais procurados do Brasil
(Foto: Divulgação PCPR)

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Civil do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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