(Foto: Mahmoud Issa)
Gaza: Israel ignora apelo de Trump, continua ofensiva e alerta civis para não regressarem
Ataques israelenses mataram ao menos 29 palestinos neste sábado, horas após o Hamas sinalizar aceitação de plano de paz e o presidente americano pedir o fim imediato dos bombardeios.
Um frágil momento de esperança para o fim da guerra em Gaza foi rapidamente ofuscado pela realidade do conflito neste sábado (4). Desafiando um apelo direto de seu principal aliado, o presidente dos EUA, Donald Trump, o Exército de Israel declarou que sua ofensiva na Cidade de Gaza continua e alertou os civis palestinos a não tentarem retornar para a região. A ação militar, que incluiu pelo menos três ataques e resultou em dezenas de mortos, ocorreu horas depois de o Hamas ter sinalizado que aceitaria os termos do plano de paz americano.
O glimmer de esperança: a sinalização do Hamas e a reação de Trump
Na noite de sexta-feira, o Hamas informou aos mediadores que estava pronto para aceitar a proposta de paz de Trump, que inclui a libertação de todos os reféns, e para iniciar “negociações imediatas” sobre os detalhes. A notícia foi celebrada pelo presidente americano, que em sua rede social declarou que o Hamas estava “pronto para uma PAZ duradoura”. Em seguida, Trump fez um apelo direto a Israel: “Israel precisa parar imediatamente o bombardeio de Gaza, para que possamos retirar os reféns com segurança e rapidez!”
A realidade no terreno: a ofensiva israelense continua
A resposta de Israel ao apelo de seu aliado foi militar. Testemunhas em Gaza relataram uma intensificação dos bombardeios israelenses após a declaração do Hamas. Ao longo deste sábado, os hospitais da Faixa de Gaza registraram pelo menos 29 mortes. O porta-voz do Exército israelense, Avichay Adraee, confirmou a continuidade da operação. “As tropas israelenses continuam a realizar operações na cidade de Gaza, e é extremamente perigoso regressar. Para a sua segurança, evitem voltar para o norte”, afirmou.
O diabo nos detalhes: os obstáculos para a paz
Apesar da aparente aceitação, a resposta do Hamas contém condições que mantêm um grande abismo entre as partes. A principal delas é a exigência do desarmamento do grupo, prevista no plano de Trump. Um alto oficial do Hamas declarou à Al Jazeera que o grupo não se desarmaria antes do fim da ocupação israelense, uma condição que Israel rejeita. A diplomacia agora corre contra o tempo, com o Catar mediando as conversas para tentar resolver os “detalhes” que ainda impedem um cessar-fogo.
O custo humano da guerra
Enquanto as negociações diplomáticas se arrastam, o custo humano do conflito continua a subir. Desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que matou cerca de 1.200 israelenses, a resposta militar de Israel já causou a morte de mais de 65 mil pessoas na Faixa de Gaza, segundo números das autoridades locais, considerados fidedignos pela ONU. A crise humanitária, com a fome sendo usada como “arma de guerra”, segundo a ONU, é o que tem elevado a pressão internacional sobre Israel e os EUA.

Com informações de Agência Brasil
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