(Foto: Andre Oito)
Glória do Fantasma: Operário é bicampeão paranaense fora de casa
Após dois empates sem gols nas finais, o Fantasma mostrou frieza na marca da cal, venceu por 4 a 3 e levantou a taça pelo segundo ano consecutivo. O Tubarão amarga o vice-campeonato de forma invicta.
O Campeonato Paranaense de 2026 tem o seu dono, e a taça continua em Ponta Grossa. Na tarde deste sábado (7), jogando em um Estádio do Café pulsante, o Operário sagrou-se bicampeão estadual ao derrotar o Londrina na disputa de pênaltis por 4 a 3.
O confronto que decidiu o título foi um reflexo do equilíbrio entre as equipes: assim como no primeiro jogo da grande final, a partida de volta terminou empatada em 0 a 0 no tempo regulamentar, forçando a decisão para a marca da cal.
A fênix de Ponta Grossa: uma campanha de resiliência
A trajetória do Operário até o título de 2026 foi marcada por uma impressionante capacidade de recuperação. A equipe, comandada por Luizinho Lopes, ressurgiu como uma fênix após um início de campeonato turbulento.
Na primeira fase, o Fantasma enfrentou uma grave crise: o técnico Alex foi demitido, e a equipe conseguiu vencer apenas uma de seis partidas disputadas. A classificação veio no sufoco, com o quarto lugar do Grupo B — somando apenas um ponto a mais que o Andraus e dois a mais que o Galo Maringá. Àquela altura, o time tinha a terceira pior campanha geral entre os 12 participantes.
No formato de mata-mata, no entanto, a postura mudou drasticamente:
- Quartas de final: Eliminou o Azuriz com duas vitórias seguidas por 2 a 0.
- Semifinal: Desbancou o Coritiba após dois empates em 2 a 2.
- Final: Superou o Londrina nos pênaltis após dois empates em 0 a 0.
O amargo vice-campeonato invicto do Londrina
Do outro lado, o Londrina encerra o campeonato com um sabor amargo, apesar de uma campanha praticamente irretocável sob o ponto de vista estatístico. O Tubarão foi o vice-campeão sem perder uma única partida no torneio.
A equipe da casa terminou a competição com cinco vitórias e sete empates. Na primeira fase, liderou o Grupo A com quatro vitórias e dois empates. No mata-mata, passou pelo São Joseense (nos pênaltis) e eliminou o Athletico Paranaense vencendo por 1 a 0 na Arena da Baixada.
Na grande decisão deste sábado, o Londrina foi superior, especialmente no segundo tempo, criando as melhores chances da partida, mas esbarrou na falta de pontaria e acabou castigado nas penalidades.
Como foi o jogo: tensão e chances desperdiçadas
Apesar de jogar fora de casa, o Operário começou a decisão impondo ritmo. O time pressionou a saída de bola do Londrina, controlou a posse e deu poucos espaços, fazendo o goleiro Koslinski trabalhar no início da primeira etapa, embora sem grandes sustos.
O Londrina reagiu apenas na reta final do primeiro tempo. Aos 42 e aos 48 minutos, o Tubarão assustou com um cruzamento rasteiro de Paulinho Mocellin e uma investida de Kevyn, que quase forçou um gol contra do zagueiro Moraes.
No segundo tempo, a equipe da casa partiu para o ataque em busca do gol do título. O centroavante Bruno Santos teve três oportunidades, sendo duas muito claras aos 10 e aos 16 minutos — a primeira delas, livre na pequena área —, mas não conseguiu converter.
Buscando renovar o fôlego, os dois técnicos promoveram alterações táticas:
- No Londrina: Fabiano e Gilberto entraram nas vagas de Lucas Marques e Vitinho. Mais tarde, Vitor Jacaré, Juninho e Chumbinho substituíram Paulinho Mocellin, Bruno Santos e André Dhominique.
- No Operário: Edwin Torres substituiu Hildeberto. Gabriel Feliciano e Matheus Trindade entraram para reforçar a marcação nas saídas de Moraes e Aylon. Nos minutos finais, Zuluaga e Neto Paraíba substituíram Índio e Doka.
Apagar das luzes com expulsões e milagre
Os minutos finais da decisão foram de pura emoção e nervosismo. Aos 47 minutos da etapa final, o Operário encaixou um grande contra-ataque, e Edwin Torres só não marcou graças a uma excelente defesa de Kozlinski.
Na resposta imediata, o Londrina armou seu contragolpe. Vinícius Diniz, do Operário, tentou parar a jogada com falta, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Na confusão, Chumbinho, do Londrina, empurrou o adversário e também recebeu o cartão vermelho direto.
Aos 54 minutos, no último lance de perigo, o Tubarão teve a “bola do campeonato”. Gilberto cobrou falta do meio da rua, o goleiro Vágner espalmou, e o rebote caiu nos pés de Fabiano. O meio-campista chutou de primeira, mas a bola subiu demais, passando por cima do travessão e levando a decisão para os pênaltis, onde o Operário consolidou seu bicampeonato por 4 a 3.

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