(Foto: Divulgação PCPR)
Golpe do falso aluguel: Polícia indicia mulher que lucrou R$ 100 mil enganando turistas em Matinhos
Investigação confirmou 22 vítimas que pagaram antecipadamente por imóveis indisponíveis; suspeita continua presa para evitar novos crimes durante a alta temporada.
O sonho de passar o verão na praia virou pesadelo para dezenas de pessoas no Litoral do Paraná. A Polícia Civil (PCPR) concluiu o inquérito e indiciou uma mulher acusada de aplicar o “golpe do falso aluguel” em Matinhos. Segundo as investigações, ela teria faturado cerca de R$ 100 mil enganando turistas.
A ação faz parte dos trabalhos de polícia judiciária do Verão Maior Paraná. Ao todo, os investigadores identificaram 22 vítimas que caíram na conversa da estelionatária. Veja aqui as dicas da PCPR para não cair em golpes de locação.
Como o golpe funcionava
O modo de agir era sistemático: aproveitando a alta demanda da temporada, a mulher anunciava e oferecia imóveis para locação. As vítimas, acreditando estar garantindo sua estadia, faziam pagamentos antecipados. No entanto, os imóveis oferecidos ou não existiam para locação ou não estavam disponíveis nas datas combinadas.
O delegado Thiago Andrade, responsável pelo caso, explicou que a prisão preventiva da suspeita foi necessária e mantida para garantir a ordem pública.
“Considerando o risco de reiteração criminosa durante o período de maior movimentação turística, a medida visa impedir que ela faça novas vítimas no litoral”, destacou a autoridade policial.
A mulher foi indiciada pelo crime de estelionato, na modalidade de continuidade delitiva (quando o criminoso pratica o mesmo crime várias vezes em sequência). Ela permanece detida à disposição da Justiça.
O que fazer se você for vítima?
A Polícia Civil alerta que, mesmo com a prisão da suspeita, os turistas devem manter a atenção redobrada ao alugar imóveis pela internet. Caso caia em um golpe, a orientação é registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.) imediatamente.
O registro pode ser feito na delegacia mais próxima ou de forma online, pelo site da PCPR. Para ajudar na investigação e na recuperação dos valores, é essencial apresentar provas. Reúna:
- Capturas de tela (prints): Salve as conversas de WhatsApp, anúncios e perfis das redes sociais;
- Comprovantes financeiros: Guarde os recibos de transferência e, principalmente, as chaves PIX utilizadas para o pagamento;
- Links: Se possível, salve os links das páginas onde o imóvel foi anunciado.

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Civil do Paraná
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