(Foto: Reprodução RPC)
Golpe sobre rodas: força-tarefa fecha loja de carros no Boqueirão suspeita de lesar mais de 100 vítimas
Estabelecimento captava carros em consignação, não repassava o dinheiro aos donos e usava seguranças particulares para agredir as vítimas que tentavam recuperar os automóveis.
A manhã desta segunda-feira (23) marcou o fim das atividades de duas unidades de uma loja de veículos no bairro Boqueirão, em Curitiba. Em uma força-tarefa conjunta, a Polícia Civil do Paraná (PCPR), a Guarda Civil Municipal (GCM) e o Procon cumpriram ordens de interdição administrativa contra os estabelecimentos, que acumulam mais de 80 boletins de ocorrência. A estimativa das autoridades é de que o número de vítimas ultrapasse a marca de 100 clientes.
A interdição proíbe os locais de exercerem qualquer atividade comercial até uma nova deliberação da Justiça. A medida drástica foi tomada devido à reiteração dos crimes, à gravidade das condutas e ao risco contínuo de novos danos aos consumidores curitibanos.
Como funcionava o esquema de estelionato
Atualmente, a PCPR conduz um inquérito focado no crime de estelionato. O golpe envolvia duas pontas de vítimas (quem deixava o carro para vender e quem comprava o veículo):
- O Consignante (Dono original): O estabelecimento captava veículos de terceiros com a promessa de venda em regime de consignação. No entanto, após realizar a venda, a loja simplesmente não repassava os valores aos verdadeiros proprietários.
- O Comprador (Terceiro de boa-fé): Quem comprava o carro na loja também saía no prejuízo. O esquema envolvia a venda de veículos sem a regularização dos documentos e sem a quitação de dívidas e financiamentos pré-existentes.
Violência contra as vítimas
O descaramento dos golpistas ia além do prejuízo financeiro. Segundo o delegado Hormínio de Paula Lima Neto, em vez de pagar os clientes lesados, a loja utilizava os recursos das fraudes para contratar um forte aparato de segurança privada. O objetivo? Intimidar e violentar quem tentava cobrar a dívida.
Um dos casos mais graves registrados na investigação envolve uma vítima que foi ao estabelecimento tentar recuperar o veículo deixado em consignação. Ela relatou ter sido brutalmente agredida pelos seguranças da loja, sofrendo lesões que exigiram atendimento médico e a realização de exame de corpo de delito.
As duas unidades já estavam no radar das autoridades. Em uma ação anterior, a Receita Estadual do Paraná havia autuado os locais por diversas irregularidades fiscais e tributárias. “A primeira ação já havia sinalizado aos órgãos de persecução penal a existência de um padrão reiterado de condutas irregulares, ensejando o aprofundamento das investigações”, explicou o delegado.
Fui vítima da loja. O que devo fazer?
A PCPR e o Procon (tanto de Curitiba quanto de São José dos Pinhais) alertam que todas as pessoas prejudicadas por negociações com a loja — seja vendendo, comprando ou trocando veículos — devem tomar providências imediatas:
- Registre um Boletim de Ocorrência: Procure a Polícia Civil para formalizar a denúncia de estelionato.
- Reúna provas: Guarde e preserve toda a documentação que comprove a relação comercial (contratos, recibos, comprovantes de entrega, histórico de conversas no WhatsApp, e-mails e fotos).
- Acione o Procon: Formalize a denúncia nos canais oficiais de Curitiba (pelo telefone 156) ou no Procon de São José dos Pinhais.

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Civil do Paraná
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