(Foto: Roberto Dziura Jr)
Grupo Potencial investe R$ 6 bilhões na Lapa para criar maior planta de biodiesel do mundo
Novo ciclo de expansão na Região Metropolitana de Curitiba vai até 2030. Inauguração de esmagadora de soja e usina de glicerina nesta quarta-feira (25) marca o início do projeto que consolida o Paraná como líder global em agroenergia.
A cidade da Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba, está prestes a se consolidar como um dos polos de agroenergia mais avançados do planeta. O Grupo Potencial anunciou nesta quarta-feira (25) o início de um novo e expressivo ciclo de crescimento, com a injeção de R$ 6 bilhões em seu complexo industrial até o ano de 2030.
O pontapé inicial desse megaprojeto ocorreu com a inauguração oficial de uma nova esmagadora de soja e da segunda maior planta de glicerina refinada do mundo. O evento contou com a presença do vice-governador do Paraná, Darci Piana, e de diversas autoridades estaduais e do agronegócio.
Liderança global e verticalização da produção
O objetivo do Grupo Potencial com a expansão é claro: transformar a unidade da Lapa na maior indústria de biodiesel em planta única do mundo.
Para alcançar essa meta, a empresa aposta na verticalização da cadeia produtiva. Isso significa integrar no mesmo espaço físico o esmagamento da soja, a produção de biodiesel, a fabricação de etanol de milho, além da extração de óleo degomado, biogás e infraestrutura logística.
A projeção de capacidade anual impressiona e deve colocar o grupo na liderança global do setor:
- 1,7 bilhão de litros de biodiesel;
- 1 bilhão de litros de etanol;
- 500 milhões de litros de óleo degomado;
- 9 milhões de metros cúbicos de biogás.
Ambiente favorável e atração de investimentos
A escolha de manter e expandir as operações na Lapa tem forte relação com as políticas públicas de incentivo do Governo do Estado. Desde 2011, o Grupo Potencial integra o programa Paraná Competitivo, que garante redução de ICMS e segurança jurídica para investimentos de longo prazo.
Durante a inauguração, o vice-governador Darci Piana ressaltou o momento econômico do estado.
“Estamos apoiando os empresários que escolhem o Paraná, com programas como o Rota do Progresso, que incentiva a instalação de empresas em pequenos municípios e leva desenvolvimento para toda a região. Hoje, o Paraná é o estado que mais cresce, que mais gera empregos e se destaca em diversas áreas.” — Darci Piana, vice-governador do Paraná.
O secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, também celebrou o avanço na agregação de valor à produção agrícola local, lembrando que o Paraná já contribui com cerca de 22 milhões de toneladas anuais na colheita nacional de soja. “É uma sacada inteligente do Grupo Potencial processar a própria soja e produzir aqui o próprio óleo”, analisou.
O cronograma de obras: próximos passos até 2028
O planejamento de R$ 6 bilhões está dividido em fases estratégicas. O vice-presidente Comercial, Relações Institucionais e Novos Investimentos do Grupo Potencial, Carlos Eduardo Hammerschmidt, explica que o modelo começa no campo e termina na geração de energia limpa.
Confira as próximas etapas de expansão do complexo:
Até o final de 2026:
- Lançamento da terceira planta de biodiesel.
- Construção de uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) em circuito fechado.
- Implantação de uma rede de dutos para transporte de gás e biocombustíveis (investimento de R$ 300 milhões, sendo R$ 100 milhões aportados pela estatal Compagás).
A partir de 2028:
- Início da expansão massiva da produção de etanol de milho.
- O projeto do milho será implementado em três módulos, totalizando a capacidade de processar 7.200 toneladas diárias do grão.
Impacto logístico e injeção de R$ 6,3 bilhões no campo
A ampliação da capacidade da planta vai redesenhar a economia e a logística da região. Ao final do ciclo de obras em 2030, o complexo industrial processará cerca de 14.200 toneladas de grãos por dia (4,7 milhões de toneladas por ano). O faturamento anual do Grupo Potencial está estimado para saltar para a casa dos R$ 20 bilhões.
Esse volume gigantesco reflete diretamente no produtor rural. A injeção anual de recursos para a compra de grãos no campo deve chegar a R$ 6,3 bilhões.
Para movimentar tudo isso, a logística será intensa. A operação demandará cerca de 117 mil viagens de caminhões por ano (uma média de 355 viagens diárias apenas para o recebimento de matéria-prima). Para suportar o tráfego pesado, obras de infraestrutura já estão no radar, incluindo a pavimentação da Rodovia da Maçã e da Estrada do Lara, na Lapa, com investimento de R$ 144 milhões.

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná
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