Publicidade
Publicidade
Publicidade

Guerra na Ucrânia completa 4 anos: Zelensky apela à Europa enquanto Rússia acusa ocidente de ampliar o conflito

(Foto: Alina Smutko)

Guerra na Ucrânia completa 4 anos: Zelensky apela à Europa enquanto Rússia acusa ocidente de ampliar o conflito


No marco do aniversário da invasão, impasse com a Hungria trava pacote de ajuda bilionário da UE; Kremlin afirma que intervenção ocidental transformou a “operação militar” em um embate global.

Nesta terça-feira, 24 de fevereiro, a invasão militar em larga escala da Rússia à Ucrânia completa exatos quatro anos. O conflito, que teve suas raízes plantadas em 2014 e escalou drasticamente em 2022, atinge esse marco sombrio em meio a um cenário de divisões internas na Europa e retórica endurecida de Moscou.

Em Kiev, o clima foi de reverência e cobrança. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, fez um apelo contundente aos países aliados para que não recuem no apoio à defesa do país. Diferente de aniversários anteriores, a data contou com forte presença internacional na capital ucraniana: a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente finlandês, Alexander Stubb, e a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, participaram de orações ao lado de Zelensky na histórica catedral de Santa Sofia.

Publicidade

Fraturas na União Europeia e a promessa de adesão

Apesar do forte simbolismo da visita dos líderes europeus, os bastidores em Bruxelas revelam tensões diplomáticas que ameaçam o socorro financeiro a Kiev.

Na última segunda-feira (23), os países da União Europeia (UE) esperavam aprovar um novo pacote de sanções contra a Rússia e um empréstimo vital de 90 bilhões de euros para a Ucrânia. No entanto, a Hungria — que mantém laços econômicos estreitos com Moscou — vetou ambas as propostas.

O veto húngaro está ligado a uma disputa energética: Hungria e Eslováquia acusam o governo ucraniano de bloquear deliberadamente o fornecimento de petróleo russo que passa pelo gasoduto Druzhba. A Ucrânia, por sua vez, defende que está apenas realizando reparos na infraestrutura após um bombardeio russo no mês passado.

Em discurso transmitido ao Parlamento Europeu, Zelensky tentou contornar as divisões e cobrou que o bloco defenda “o modo de vida europeu”. Ele reiterou que a adesão plena à UE é a única garantia de segurança futura para a Ucrânia e prometeu que o país estará pronto para ingressar no bloco até 2027.

“Os russos precisam aprender que a Europa é uma união de nações independentes e há milhões de pessoas que não toleram humilhações e não aceitam violência”, declarou Zelensky.

A visão do Kremlin: Um conflito contra o Ocidente

Do outro lado da fronteira, a Rússia (que segue chamando a guerra de “Operação Militar Especial”) aproveitou o quarto aniversário do conflito para reforçar sua narrativa de que está lutando contra a hegemonia ocidental.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a ajuda militar e financeira da Otan à Ucrânia alterou a natureza da guerra. Segundo ele, o que começou como uma operação localizada tornou-se um embate direto com nações que “têm como objetivo destruir a Rússia”.

“Após a intervenção direta neste conflito por parte dos países da Europa Ocidental e dos Estados Unidos, a operação militar transformou-se, de fato, em um confronto muito maior” afirmou Peskov.

Apesar do tom duro, o porta-voz do governo de Vladimir Putin declarou que Moscou continua “aberta” a alcançar seus objetivos por vias políticas e diplomáticas, mas jogou a responsabilidade de um acordo de paz para a Ucrânia. Questionado sobre a retomada do diálogo, Peskov afirmou que não há data ou local definidos para uma próxima rodada de negociações: “Nossa posição é muito clara e consistente. Agora tudo depende das ações do regime de Kiev”.

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
Publicidade Relacionada

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *