(Foto: Jonathan Campos)
Indústria do Paraná cresce 1,5% em janeiro e ajuda a puxar alta nacional, aponta IBGE
O Paraná foi um dos sete locais pesquisados com crescimento. Outros oito tiveram retração no primeiro mês do ano, incluindo grandes economias, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
O ano de 2026 começou com sinal positivo para a economia paranaense. Dados divulgados nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Paraná não apenas sustentou o crescimento de seu parque fabril, como também se descolou de outras potências estaduais que amargaram quedas produtivas.
Com um avanço de 1,5% na produção industrial em janeiro na comparação com dezembro, o Estado consolida sua posição como um dos motores da retomada nacional, que registrou média de 1,8% no mesmo período.
A divulgação simultânea das pesquisas mensais da Indústria (PIM), de Serviços (PMS) e do Comércio (PMC) traça um raio-x de uma economia estadual aquecida, que tem conseguido superar o desempenho de estados historicamente líderes no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
O contraste produtivo entre o Paraná e o restante do Sul/Sudeste
O avanço de 1,5% na indústria paranaense no primeiro mês do ano ganha ainda mais peso quando analisado o cenário das regiões Sul e Sudeste. O levantamento do IBGE aponta que o Paraná foi um dos raros sete locais pesquisados a fechar o mês no azul.
Em contrapartida, oito regiões amargaram retração produtiva logo na abertura de 2026. A lista de estados que encolheram em janeiro inclui potências industriais vizinhas e concorrentes diretas na atração de investimentos, como Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de Rio de Janeiro e Espírito Santo. Esse descolamento reforça a estabilidade do parque fabril paranaense diante de oscilações de mercado que afetaram outras praças.
Crescimento acumulado e a resistência frente à queda nacional
A nova pesquisa também lança luz sobre o desempenho de médio prazo. Ao analisar a janela acumulada dos últimos 12 meses (em relação ao mesmo período do ano anterior), a produção do Paraná registra um crescimento sólido de 0,3%, mantendo-se próximo à média nacional, que fechou em 0,5%.
Enquanto o Paraná sustenta saldo positivo, dez localidades pesquisadas pelo IBGE encontram-se no vermelho no mesmo indicador de 12 meses. A retração de longo prazo atingiu duramente economias de peso, como São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de estados como Amazonas, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia e a média geral da região Nordeste.
Os cinco motores da produção fabril estadual
Para sustentar a alta em um período prolongado de 12 meses, a indústria paranaense contou com a força e a diversificação de setores estratégicos de alto valor agregado. Os principais motores que puxaram a esteira de produção no Estado foram:
- Máquinas e equipamentos: Alta expressiva de 8,7%, refletindo a demanda por modernização e maquinário agrícola.
- Produtos farmacêuticos: Crescimento de 6,7%, consolidando o Estado como polo de saúde e biotecnologia.
- Celulose e papel: Avanço de 3,1%, impulsionado pelas gigantes do setor florestal atuantes no interior.
- Metalurgia: Alta de 1,6%, base vital para a cadeia automotiva e de construção.
- Coque, derivados de petróleo e biocombustíveis: Crescimento de 1,2%, garantindo a força energética regional.
Setor de Serviços avança 3% e empata com a média do País
O bom momento econômico não ficou restrito ao chão de fábrica. A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), também divulgada nesta sexta-feira, apontou que o setor terciário paranaense cresceu 3% no acumulado dos últimos 12 meses. O índice empata exatamente com o desempenho médio nacional, enquanto seis estados brasileiros fecharam o período com movimentação negativa.
A expansão dos serviços no Paraná foi liderada pelas áreas de suporte corporativo e tecnologia:
- Serviços profissionais e administrativos: 4,1%
- Informação e comunicação: 2,9%
- Transporte e serviços auxiliares: 2,7%
- Serviços prestados às famílias: 1,1%
Alta temporada: Turismo descola do cenário nacional
Dentro do guarda-chuva do setor de serviços, o turismo paranaense merece um capítulo à parte nas estatísticas do IBGE. Embalado pelas ações governamentais de fomento na alta temporada e pelo aquecimento da rede hoteleira, o setor cresceu 1,1% apenas em janeiro de 2026, comparado ao mesmo mês do ano passado.
No indicador de longo prazo (acumulado de 12 meses), a alta do turismo estadual é de contundentes 5,7%. O número coloca o Paraná com folga à frente da média nacional de crescimento turístico, que estacionou na marca de 4,6%.
Comércio varejista supera as maiores economias do Brasil
Para fechar a trinca de indicadores positivos, a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) chancelou o aumento do poder de compra no Estado. O comércio varejista do Paraná iniciou 2026 com um salto de 3,3% em janeiro (na comparação com janeiro do ano anterior).
O índice paranaense não só superou a média nacional (2,8%), como deixou para trás as três maiores economias do Brasil, evidenciando um ambiente de negócios mais favorável ao consumo.
| Estado | Crescimento do Varejo (Jan/26 vs Jan/25) |
| Paraná | + 3,3% |
| Média Nacional | + 2,8% |
| São Paulo | + 1,5% |
| Minas Gerais | + 0,7% |
| Rio Grande do Sul | + 0,2% |

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços do Paraná
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