(Foto: Felipe Henschel)
Inovação na RMC: Bonde Urbano Digital (BUD) inicia operação completa entre Piraquara e Pinhais nesta terça
Veículo elétrico sem trilhos conecta terminais em 10 km de trajeto; saiba os horários de saída e como funciona a tarifa integrada de R$ 5,50.
A mobilidade urbana da Região Metropolitana de Curitiba dá um salto tecnológico nesta terça-feira (6). O Bonde Urbano Digital (BUD), veículo que mistura conceitos de metrô e ônibus, inicia sua operação completa conectando o Terminal São Roque, em Piraquara, ao Terminal Metropolitano de Pinhais.
A novidade marca uma nova etapa na fase de testes do modal, que deve durar até seis meses. Desde dezembro, o veículo operava em trajeto reduzido, mas agora, após obras intensas de adequação viária realizadas no fim de ano pelo Governo do Estado e prefeituras, o caminho está livre para a rota total de 10 quilômetros.
Horários e Itinerário: Como vai funcionar?
Nesta fase inicial, o BUD operará em dois horários diários fixos, permitindo que a população conheça e teste a tecnologia:
- Saída 1: 10h15
- Saída 2: 14h15
O trajeto parte do Terminal São Roque (Piraquara), segue pela Rodovia Deputado João Leopoldo Jacomel e pela Avenida Ayrton Senna da Silva, finalizando no Terminal de Pinhais. A Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep) informou que a grade de horários poderá ser ampliada gradativamente conforme a demanda dos usuários.
Tarifa Integrada e Capacidade
Uma das grandes vantagens para o trabalhador é o custo. Mesmo sendo uma tecnologia de ponta, o BUD está integrado ao sistema de transporte metropolitano convencional.
- Tarifa: R$ 5,50 (mesmo valor do ônibus comum).
- Capacidade: O veículo comporta até 280 passageiros por viagem, oferecendo conforto e espaço superior aos articulados tradicionais.
Tecnologia inédita na América do Sul
O Paraná é pioneiro no uso deste modal no continente. Fabricado por uma empresa chinesa, o BUD é 100% elétrico e sustentável. O que chama a atenção é que ele não precisa de trilhos físicos e cabos aéreos como um bonde antigo ou um VLT tradicional.
O veículo se guia por sensores magnéticos e marcadores inteligentes no asfalto — uma espécie de “trilho virtual”. Isso reduz drasticamente o custo de implantação e a necessidade de obras pesadas na cidade.
Expectativa de modernização
Segundo Gilson Santos, diretor-presidente da Amep, o projeto vai além do transporte: é um símbolo de qualidade de vida. “É uma operação teste, mas nossa expectativa é de que esse modal se consolide como uma referência em transporte coletivo no Brasil”, afirmou.
A estreia preliminar, realizada em 9 de dezembro até o Parque das Águas, já havia demonstrado boa aceitação do público. Agora, ligando dois terminais importantes, o BUD entra na prova de fogo para validar sua eficiência no dia a dia da RMC.

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná
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