(Foto: Divulgação SETI)
Inteligência Artificial no governo: Celepar demonstra soluções paranaenses no BrasilGov Summit
Comitiva estadual apresenta programas de fomento tecnológico, hubs de inovação e soluções práticas de IA para a gestão pública durante encontro nacional em Florianópolis.
O modelo de gestão tecnológica adotado pelo Paraná é um dos focos de debate do BrasilGov Summit 2026, um dos principais eventos de modernização do setor público do país, que teve início nesta terça-feira (10) e segue até quinta-feira (12), no Centro de Convenções de Florianópolis (SC).
Por meio de uma delegação técnica composta por 20 gestores, o Estado apresenta nacionalmente suas estratégias de fomento ao ecossistema de inovação, destacando o aporte direto em startups, a criação de polos tecnológicos no interior e a aplicação prática de Inteligência Artificial (IA) na desburocratização dos serviços ao cidadão.
Fomento ao mercado: Pacto pela Inovação e Anjo Inovador
Durante o painel voltado aos estados da Região Sul, o destaque paranaense recaiu sobre dois programas estruturantes coordenados pela Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (Seia). As iniciativas foram desenhadas para injetar capital de risco e estruturar o setor produtivo tecnológico fora dos grandes centros:
- Pacto pela Inovação: Destina um montante de R$ 55 milhões para que os municípios, especialmente os de menor porte, consigam estruturar agências e hubs locais de tecnologia.
- Anjo Inovador: Funciona como um fundo de fomento acelerador, garantindo investimentos de até R$ 250 mil para que startups e empreendedores consigam transformar ideias e soluções de mercado em negócios viáveis e escaláveis.
Financiamento da ciência e segurança jurídica
A atração de negócios com base tecnológica exige previsibilidade para o mercado, fator que o Paraná buscou garantir por meio de um arcabouço normativo específico. As políticas públicas do setor são hoje balizadas pelo Marco Legal Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação e pela Lei Geral das Universidades.
A Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) demonstrou no evento como essa base legal permitiu um salto expressivo no financiamento do ecossistema de pesquisa. O orçamento das universidades estaduais passou de R$ 2,2 bilhões em 2018 para R$ 3,6 bilhões em 2025. Esse fluxo contínuo de caixa é assegurado pelo Fundo Paraná, uma ferramenta legal que destina compulsoriamente 2% de toda a receita tributária estadual para a área de ciência e tecnologia.
O uso de Inteligência Artificial na prática
Além do debate sobre legislação e financiamento, a comitiva foca na aplicabilidade das novas tecnologias no cotidiano da máquina pública. A Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar) conduzirá um workshop técnico voltado exclusivamente ao uso de Inteligência Artificial nas estratégias governamentais.
O objetivo é demonstrar a gestores de todo o país como o Paraná já utiliza ferramentas autônomas para acelerar o serviço público. O portfólio apresentado inclui:
- Sistemas de IA para a personalização da aprendizagem na rede pública de educação.
- Análise inteligente e cruzamento de dados processuais e de vínculos para a Controladoria-Geral do Estado (CGE).
- Robôs programados para dar agilidade e precisão em repasses financeiros do Estado.
- Implantação de chatbots com linguagem simples e acessível para o atendimento direto ao cidadão.

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná
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