(Foto: Gilson Abreu)
Máquinas no campo: colheita avança no Oeste e Paraná se isola como 2º maior produtor do país
Novo levantamento do IBGE aponta que Estado será responsável por quase 14% de toda a produção de grãos do Brasil; no campo, colheita avança rápido no Oeste e preços desafiam o produtor.
As máquinas estão a todo vapor nas lavouras e os números confirmam: o Paraná caminha para uma de suas maiores safras da história. Dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgados pelo IBGE, mostram que o estado aumentou sua fatia no bolo nacional e deve ser responsável por 13,9% de todos os grãos produzidos no Brasil neste ano.
A projeção supera a estimativa anterior (de dezembro), que era de 13,5%. Com isso, o Paraná consolida sua posição como o segundo maior produtor agrícola do país, atrás apenas do gigante Mato Grosso (30,3%).
Soja: A locomotiva do agronegócio
O grande motor desse crescimento é a soja. A estimativa é que o estado colha cerca de 22,2 milhões de toneladas da oleaginosa. Se confirmado, o volume empata ou supera o recorde histórico do ciclo 2022/2023.
No campo, a realidade já é de trabalho intenso. Segundo boletim do Departamento de Economia Rural (Deral/Seab), a colheita já atingiu 20% da área plantada (aproximadamente 347 mil hectares colhidos na última semana).
Os trabalhos estão mais adiantados na região Oeste, que concentra 18% de toda a área de soja do estado.
Feijão e Milho: Liderança e volume
Além da soja, o Paraná mostra força em outras culturas essenciais para a mesa do brasileiro:
- Feijão: O estado é o líder isolado na produção nacional, com previsão de 736,5 mil toneladas (24,2% do total do país), superando Minas Gerais e Goiás.
- Milho 2ª Safra (Safrinha): A estimativa é de 17,4 milhões de toneladas, mantendo o Paraná como o segundo maior produtor nacional deste ciclo.
O Dilema do Preço: Dólar x Chicago
Apesar da produtividade alta, o agricultor paranaense faz contas preocupantes. A saca de 60 kg de soja foi negociada na última semana em torno de R$ 112,00, um valor 6% inferior ao de fevereiro de 2025.
O cenário é curioso: na Bolsa de Chicago (referência mundial), o preço subiu 10%. Por que aqui caiu?
“Essa divergência é explicada, essencialmente, pela valorização do real frente ao dólar, que apresentou uma queda de aproximadamente 9% na comparação do período”, explica Edmar Gervasio, analista do Deral. Ou seja, o câmbio anulou a alta internacional.
Cenário Nacional
O Brasil como um todo deve bater recorde, com uma produção de soja estimada em 172,5 milhões de toneladas (+3,9% sobre o ano anterior). A Região Sul, recuperada de problemas climáticos passados, lidera o crescimento percentual de produção no país, com alta de 10,4%.

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná
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