(Foto: Pablo Jacob)
Ministério da Saúde alerta foliões sobre os perigos de consumir ‘batidas’ de origem desconhecida
Paraná registrou três mortes recentes causadas pela substância; sintomas podem ser confundidos com ressaca forte, mas evoluem para cegueira e falência renal.
O clima é de festa, mas o copo na mão exige cautela redobrada. O Ministério da Saúde emitiu um alerta nacional para o risco de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol durante o Carnaval. A substância, usada ilegalmente para baratear a produção de bebidas clandestinas, é altamente tóxica e letal.
Em 2025, o Brasil confirmou 76 casos de intoxicação e 25 mortes. O cenário no Paraná também exige atenção: o estado confirmou seis casos e três óbitos relacionados ao metanol no fim do ano passado, encerrando sua Sala de Situação em novembro. Mesmo sem novos registros nos últimos 30 dias, a venda de bebidas em ambulantes não regularizados durante a folia reacende a preocupação.
São Paulo foi o estado mais atingido, com 12 mortes confirmadas, seguido por Pernambuco e Bahia. Neste ano de 2026, até o início de fevereiro, o país já contabiliza sete novos casos.
Por que o metanol mata?
Diferente do etanol (álcool comum das bebidas), o metanol gera subprodutos extremamente tóxicos ao ser processado pelo fígado.
“A intoxicação nem sempre dá sinais imediatos claros e pode ser confundida com uma ressaca mais forte. Os sintomas costumam surgir de forma progressiva, geralmente entre 6 e 24 horas após a ingestão”, explica o patologista clínico Hélio Magarinos Torres Filho.
O maior perigo é a demora na busca por socorro. O metanol ataca o nervo óptico e o sistema nervoso central, podendo causar cegueira irreversível e falência dos rins.
Fique atento aos sintomas
Se você ou alguém próximo ingeriu bebida de procedência duvidosa, monitore os sinais. A evolução é rápida:
Sinais Iniciais (até 6h após beber):
- Dor abdominal intensa;
- Sonolência e tontura fora do normal;
- Vômitos e náuseas;
- Confusão mental.
Sinais Graves (6h a 24h depois):
- Visão turva ou embaçada (como se estivesse vendo através de uma névoa);
- Perda da visão das cores;
- Pupilas dilatadas;
- Convulsões e coma.
O que fazer: Procure uma UPA ou hospital imediatamente. Não espere a visão escurecer. Se possível, leve uma amostra ou a garrafa da bebida consumida.
Como não cair na armadilha?
A fiscalização foi intensificada. No Rio de Janeiro, por exemplo, um laboratório móvel está testando bebidas nos blocos em tempo real. No Paraná, a recomendação da Vigilância Sanitária é preventiva:
- Recuse “batidas” prontas em garrafas PET sem rótulo ou lacre.
- Desconfie de preços muito baixos, especialmente de vodkas e gins desconhecidos.
- Prefira latas lacradas, que são mais difíceis de violar.
- Verifique o selo de IPI (selo fiscal) na tampa das garrafas de destilados.
Com informações de Agência Brasil
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