Motor da economia: Portos do Paraná crescem 10%, batem recorde histórico e lideram avanço logístico no Brasil

Motor da economia: Portos do Paraná crescem 10%, batem recorde histórico e lideram avanço logístico no Brasil

(Foto: Claudio Neves)

Motor da economia: Portos do Paraná crescem 10%, batem recorde histórico e lideram avanço logístico no Brasil


Com 73,5 milhões de toneladas movimentadas, terminais paranaenses superam índice de crescimento de Santos; explosão na exportação de milho e carnes e obras de dragagem impulsionaram o resultado inédito.

O ano de 2025 entrou para a história da logística paranaense. Os portos de Paranaguá e Antonina não apenas bateram seu recorde de movimentação, atingindo a marca de 73,5 milhões de toneladas, como também registraram o maior crescimento percentual entre os portos brasileiros: 10,1% em relação ao ano anterior.

Para se ter ideia da dimensão desse avanço, o Porto de Santos (SP), o maior da América Latina, cresceu 4% no mesmo período. A eficiência paranaense antecipou metas em uma década: estudos técnicos realizados com o Ministério de Portos e Aeroportos previam que esse volume de carga só seria alcançado em 2035.

O governador Ratinho Junior celebrou a antecipação dos resultados. “O porto que foi premiado seis vezes seguidas como o melhor do Brasil prova, mais uma vez, que é referência para todo o País”, afirmou.

O “açougue do mundo”: frango e boi em alta

A movimentação de cargas em contêineres também foi histórica, superando 1,6 milhão de TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés), uma alta de 7%. Grande parte desse volume viaja refrigerado.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como o maior corredor de exportação de carne de frango do planeta, embarcando 2,8 milhões de toneladas, mesmo com os desafios sanitários enfrentados pelo Rio Grande do Sul (focos de gripe aviária) que impactaram o mercado nacional.

Já a carne bovina teve um crescimento explosivo de 46,5% (1,2 milhão de toneladas), atraindo cargas de outros estados, inclusive da Região Norte, que optaram pela eficiência logística do terminal paranaense para escoar sua produção.

A explosão do milho e a diversificação

Se as carnes garantiram o valor agregado, o volume bruto veio dos grãos. O destaque absoluto do ano foi o milho, cuja exportação saltou de 1 milhão de toneladas em 2024 para impressionantes 5,1 milhões em 2025 — um aumento de 375%.

Mas a pauta exportadora foi diversificada, garantindo segurança econômica para o Estado:

  • Soja: Alta de 11% (14,6 milhões de toneladas). O volume equivale a 69% de toda a safra do Paraná.
  • Óleos Vegetais: Alta de 32% (Líder nacional na exportação).
  • Açúcar e Celulose: Crescimentos de 15% e 16%, respectivamente.
  • Madeira: Manteve-se estável (1,6 milhão de toneladas) apesar das instabilidades tarifárias com os Estados Unidos.

Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná, ressalta que o número não é apenas uma estatística fria, mas um termômetro da economia estadual.

“Não é simplesmente um novo recorde. É uma conquista que reflete em toda a cadeia econômica do nosso Estado. Prova que estamos trabalhando para fazer deste porto um equipamento logístico melhor e mais adequado, atendendo às solicitações do mercado”, comemorou Garcia.

Engenharia por trás do recorde: calado e derrocagem

O crescimento não ocorreu por acaso. Obras estruturais, como a derrocagem da Pedra da Palangana (remoção de maciço rochoso submerso concluída no fim de 2024), tornaram a navegação mais segura e ágil.

Isso permitiu aumentar o calado operacional (profundidade que o navio pode afundar na água) de 12,8m para 13,3m. Parece pouco, mas esses 50 centímetros permitiram, por exemplo, que o navio MV Minoan Pioneer zarpasse com 77 mil toneladas de milho em dezembro — a maior carga de granel vegetal já embarcada em um único navio na história do porto.

Para o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, essa eficiência operacional é o diferencial competitivo do estado.

“Esse novo recorde vem coroar o trabalho altamente qualificado que coloca o Paraná, mais uma vez, em evidência com um dos portos mais eficientes do mundo”, afirmou o secretário.

Impacto no emprego e futuro próximo

A alta na movimentação refletiu diretamente na geração de renda no litoral. O número de Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs) — estivadores, conferentes, vigias e arrumadores — cresceu 12% em 2025, totalizando 1.849 profissionais ativos.

O cenário para 2026 é ainda mais promissor com a entrega iminente de obras estruturantes:

  1. Moegão: Com mais de 80% executado e entrega prevista para fevereiro, é a maior obra portuária do Brasil. O investimento de R$ 650 milhões permitirá descarregar 180 vagões de trem simultaneamente.
  2. Canal da Galheta: A recente concessão permitirá aprofundar o canal para 15,5 metros, permitindo a atracação de navios ainda maiores.
  3. Novos Píeres: Investimentos de R$ 2,2 bilhões na construção de novos píeres em “T” e em “F” para ampliar a capacidade de atracação.
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(Foto: Claudio Neves)

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.

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