(Foto: Divulgação Galo Maringá)
Muito além do Atletiba: a força do Interior que ameaça a hegemonia da capital no Paranaense 2026
Com projetos consolidados e o “fator casa”, Maringá, Operário e Londrina lideram o pelotão que quer impedir nova final curitibana; conheça os candidatos a surpresa.
Quando a bola rolar nesta terça-feira (6) para a 112ª edição do Campeonato Paranaense, os holofotes estarão naturalmente voltados para Curitiba. Mas quem acompanha o futebol do estado sabe: a taça não tem dono e o caminho até ela passa, obrigatoriamente, por estádios onde a pressão é hostil e a camisa pesa tanto quanto na capital.
Em 2026, a “ameaça que vem do interior” é real. Com gestões cada vez mais profissionais e estádios que funcionam como caldeirões, clubes como Maringá, Operário e Londrina não entram apenas para figurar, mas para quebrar a polarização entre Athletico e Coritiba.
Maringá FC: O novo protagonista
Se há um time que deixou de ser surpresa para virar realidade, é o Maringá FC. Com um projeto de SAF elogiado e estrutura de ponta, o Dogão chega para 2026 mordendo os calcanhares dos grandes.
A equipe, que já sentiu o gosto de finais recentes, aposta na continuidade do trabalho e na força do Estádio Willie Davids. O objetivo é claro: garantir calendário nacional cheio e, se a dupla da capital vacilar, pintar o estado de preto e verde. É, hoje, o candidato mais pronto para furar a bolha do Atletiba.
A fortaleza de Ponta Grossa
Nos Campos Gerais, o Operário Ferroviário mantém sua tradição de ser um osso duro de roer. O Fantasma entra no estadual com a bagagem de quem disputa a Série B nacional, o que garante um nível de competitividade física acima da média estadual.
O grande trunfo continua sendo o Estádio Germano Krüger. A pressão da torcida alvinegra transforma cada jogo em Ponta Grossa em uma batalha. Para o Operário, o estadual é a chance de reafirmar que é a terceira força do estado — e quem sabe, sonhar com o bicampeonato histórico.
O peso da camisa do Tubarão
Nunca duvide do Londrina. O Tubarão, dono de cinco títulos estaduais, carrega a tradição de quem sabe vencer. Em 2026, o time do Norte busca a estabilidade para voltar a brilhar.
Jogar no Estádio do Café, sob o calor escaldante de janeiro, é um desafio físico para qualquer adversário. O LEC aposta na mistura de jovens talentos da base com a experiência para surpreender e voltar a decidir o campeonato, algo que a apaixonada torcida alviceleste cobra com veemência.
As novidades: Galo Maringá e Foz do Iguaçu
O campeonato de 2026 traz de volta duas praças importantes.
- Galo Maringá: O campeão da Divisão de Acesso chega com moral. A equipe promete acirrar a rivalidade local na Cidade Canção e quer provar que tem garrafa vazia para vender na elite. A estreia já é uma pedreira contra o São Joseense, mas o time está motivado.
- Foz do Iguaçu: O retorno do “Azulão da Fronteira” recoloca o Oeste no mapa. Além da qualidade técnica, o Foz tem a seu favor a logística: jogar na fronteira exige longas viagens dos rivais, um desgaste que pode ser decisivo num campeonato curto de 12 datas.
O fator “Tiro Curto”
O novo regulamento, mais enxuto, favorece quem erra menos. Em um campeonato de pontos corridos longo, a estrutura financeira da capital costuma prevalecer. Mas em um torneio de 12 datas com mata-mata regionalizado, um jogo ruim pode custar a classificação.
Times como o FC Cascavel e o Cianorte, que historicamente montam equipes competitivas e difíceis de serem batidas em seus domínios, correm por fora e podem ser os fiéis da balança, eliminando favoritos nas fases de cruzamento.
A partir de amanhã, o interior pede passagem. E a mensagem é clara: a taça pode até passear em Curitiba, mas terá que suar muito para sair de Ponta Grossa, Maringá ou Londrina.

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