(Foto: Divulgação PCPR)
Mulher mata o próprio marido no Oeste do Paraná após ele se recusar a consertar a internet
O crime ocorreu na zona rural de Cafelândia. Além do homicídio qualificado por motivo fútil, a autora responderá por fraude processual após tentar alterar a cena do crime.
Uma discussão banal por conta de um problema na conexão de internet terminou em tragédia na cidade de Cafelândia, no Oeste do Paraná. Na última sexta-feira (27), a Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu em flagrante uma mulher de 32 anos acusada de assassinar o próprio marido a tiros na zona rural do município.
O caso chocou a comunidade local tanto pela violência quanto pela futilidade da motivação que desencadeou o homicídio.
O motivo fútil e a execução
De acordo com as investigações conduzidas pela delegacia local, o crime ocorreu logo após a vítima se recusar a consertar o aparelho roteador de internet da residência no momento em que a esposa exigiu.
O delegado encarregado do caso, Lucas Santana de Freitas, detalhou a dinâmica do assassinato. A mulher solicitou que o marido resolvesse o problema de conexão. Diante da negativa imediata do companheiro, ela se armou e efetuou o disparo fatal contra ele.
Tentativa de enganar a polícia e fraude processual
A frieza da autora do crime se estendeu para os momentos seguintes ao assassinato. Sabendo que a polícia seria acionada, ela tentou manipular o ambiente para criar uma falsa narrativa sobre o ocorrido.
“A mulher foi indiciada por homicídio com qualificadoras e também por fraude processual. A investigação aponta que ela alterou o local do crime após o fato, modificando a posição da arma e interferindo em elementos relacionados aos aparelhos celulares.” — Lucas Santana de Freitas, delegado da PCPR.
Os celulares do casal, que foram manipulados pela autora, foram apreendidos pelos investigadores e imediatamente encaminhados ao núcleo de inteligência da corporação para a extração de dados. As informações contidas nos aparelhos vão subsidiar a continuidade das investigações para entender o histórico do relacionamento e se houve planejamento.
A mulher foi detida e encaminhada ao sistema penitenciário, onde permanece à disposição da Justiça.
Canais de denúncia
A PCPR ressalta que a população pode contribuir com investigações em andamento de forma totalmente anônima. As denúncias de crimes e violências domésticas podem ser feitas pelos seguintes canais:
- 197: Polícia Civil do Paraná
- 181: Disque-Denúncia (Secretaria de Segurança Pública)
- 190: Polícia Militar (para emergências e crimes acontecendo no momento)

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Civil do Paraná
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