(Foto: Divulgação PCPR)
Na origem da fraude: PCPR destrói 300 mil garrafas vazias para combater falsificação de bebidas
Operação em Curitiba e RMC mira o mercado de embalagens reutilizadas por criminosos para envasar produtos adulterados; ação é uma resposta preventiva à recente crise de intoxicação por metanol.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizou, na última terça-feira (7), uma operação estratégica para asfixiar a indústria de falsificação de bebidas alcoólicas, atacando sua principal matéria-prima: as garrafas vazias. A ação, deflagrada em Curitiba e na Região Metropolitana, resultou na destruição e inutilização de aproximadamente 300 mil garrafas de bebidas importadas, como uísques, vodcas e gins. A operação, que prendeu duas pessoas, é uma resposta preventiva e direta à recente crise nacional de intoxicação por metanol, que expôs os perigos do consumo de bebidas adulteradas.
Operação Asfixia: a ataque à matéria-prima da falsificação
A investigação da PCPR, com apoio do Ministério da Agricultura e da Vigilância Sanitária, mirou um esquema de comércio irregular de embalagens de vidro. O objetivo, segundo o delegado Fabiano Oliveira, era “evitar o comércio clandestino dessas garrafas, que podem ser utilizadas por falsificadores, pondo em risco a saúde e a vida dos paranaenses”. Durante a operação, um local usado para a lavagem das garrafas foi interditado, e um comerciante foi preso em flagrante em Araucária por vender bebidas fracionadas sem rótulo.
A conexão direta com a crise do metanol
A ofensiva da polícia paranaense ocorre em um momento de alerta máximo para a saúde pública. A recente onda de mortes e intoxicações em São Paulo, causada pelo consumo de bebidas contaminadas com metanol, demonstrou as consequências fatais do mercado ilegal. Ao destruir as garrafas originais, que são o principal insumo dos falsificadores para dar uma aparência de legitimidade ao produto adulterado, a PCPR age de forma preventiva para impedir que tragédias semelhantes ocorram no Paraná.
O mercado ilegal: 36% das bebidas e o risco no copo
A operação joga luz sobre um problema de dimensões alarmantes. Estimativas de entidades do setor, como a Federação de Hotéis, Bares e Restaurantes de São Paulo (FHORESP), apontam que 36% de todas as bebidas alcoólicas vendidas no Brasil são ilícitas (falsificadas, contrabandeadas ou produzidas sem registro). Esse mercado paralelo não apenas causa um rombo bilionário em impostos, mas, como a crise do metanol demonstrou, representa um risco direto e muitas vezes invisível para a vida do consumidor.
Como funciona a fraude e os resultados da ação
O modus operandi dos criminosos é simples: eles compram garrafas originais vazias, as enchem com bebidas de baixa qualidade ou substâncias tóxicas, aplicam novos lacres e as revendem como se fossem produtos legítimos. A operação da PCPR quebrou um elo fundamental dessa cadeia. Amostras das bebidas apreendidas foram encaminhadas para análise laboratorial na UFPR, e os dois homens presos foram encaminhados ao sistema penitenciário. A investigação continua para identificar outros membros da rede.

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Civil do Paraná
- Piscinas Plásticas de Verão: Economize Água com Medidas Simples e Evite Desperdício - 22 de janeiro de 2026
- Viagens Aéreas no Brasil Disparam: Aeroportos Registram Crescimento de 9,4% e Marca Inédita de 129,6 Milhões de Passageiros em 2025, Aponta Anac - 22 de janeiro de 2026
- Após acordo Mercosul-UE, Santiago Peña diz que bloco mira Japão, Coreia do Sul, Emirados Árabes, Indonésia, Vietnã e Canadá - 22 de janeiro de 2026

