Natal mais caro: inflação sobe 4,5% e preço do peru dispara em 2025

Natal mais caro: inflação sobe 4,5% e preço do peru dispara em 2025

(Foto: Canva)

Natal mais caro: inflação sobe 4,5% e preço do peru dispara em 2025


Pesquisa aponta que cesta natalina subiu para R$ 453; azeite e eletrônicos ficaram mais baratos, mas carnes e joias pesam no bolso.

O Natal de 2025 exigirá um pouco mais de criatividade e planejamento financeiro das famílias brasileiras. De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), os itens tradicionais da festa registraram um aumento médio de 4,53% em novembro.

Embora a inflação natalina seja menor que a do ano passado (que chegou a 9,16%), o impacto no bolso é real. Quem gastou cerca de R$ 433 na ceia em 2024, precisará desembolsar, em média, R$ 453 pelos mesmos produtos este ano. Para ajudar você a equilibrar as contas, separamos o que subiu, o que caiu e como economizar.

O que mais pesou no bolso este ano

A pesquisa da Fipe monitorou 15 itens típicos da época. Infelizmente, as estrelas da mesa foram as que mais encareceram. A alta demanda e fatores de produção elevaram o preço das carnes e dos acompanhamentos clássicos.

Confira os itens com maiores altas:

  • Chester: +13,85%
  • Peru: +13,62%
  • Azeitona verde com caroço: +12,53%
  • Caixa de bombons: +10,81%
  • Filé-mignon: +9,70%
  • Uva: +9,57%

Boas notícias: azeite e sobremesas mais baratos

Nem tudo é notícia ruim. Graças a safras favoráveis e maior competição entre marcas, alguns produtos essenciais registraram queda de preço, aliviando o orçamento. O destaque positivo vai para o azeite de oliva extravirgem, que teve uma redução expressiva de mais de 23%.

Veja os produtos que ficaram mais em conta:

  • Azeite de oliva extravirgem: -23,06%
  • Sorvete (quilo): -6,99%
  • Pêssego (quilo): -6,85%
  • Farofa (quilo): -2,71%
  • Morango (caixa): -1,85%

O cenário dos presentes de Natal

A troca de presentes movimenta cerca de R$ 84,9 bilhões na economia, com 76% dos consumidores planejando presentear alguém, segundo o SPC Brasil. No entanto, a inflação dos presentes (média de 5,17%) superou a da ceia.

Um levantamento da Rico Investimentos mostra que itens de vestuário e acessórios subiram, enquanto a tecnologia ficou mais acessível:

  • O que subiu: Joias e bijuterias (+20%) e roupas (+4,63%).
  • O que caiu: Eletrodomésticos (-3,09%) e itens de TV, som e informática (-2,58%).

Estratégias para uma ceia econômica

Não é preciso cancelar a festa por causa dos preços. Adriana Ricci, planejadora financeira, sugere que adaptar o Natal pode trazer benefícios emocionais, focando mais na conexão entre as pessoas do que no consumo excessivo.

Para não estourar o orçamento na ceia:

  • Substitua os pratos principais: Se o peru e o chester estão caros, considere cortes suínos ou frango assado tradicional bem temperado.
  • Aposte nas frutas da época: Elas são mais frescas e baratas que as frutas secas importadas.
  • Faça uma ceia colaborativa: Dividir os custos ou pedir que cada familiar leve um prato (salgado ou doce) é a melhor forma de democratizar a festa.

Dicas para as compras de fim de ano

Além da ceia, o comportamento na hora das compras gerais define como será a saúde financeira da família em janeiro. O ideal é pesquisar preços tanto em lojas físicas quanto online para encontrar as melhores ofertas.

Outro ponto de atenção é o parcelamento. Evite prestações longas que comprometam a renda futura, lembrando que o início do ano traz despesas fixas pesadas como IPVA, IPTU e material escolar. Presentes simbólicos ou “amigo secreto” são ótimas alternativas para não deixar a data passar em branco sem criar dívidas.

Natal mais caro: inflação sobe 4,5% e preço do peru dispara em 2025
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Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.

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