(Foto: Divulgação PCPR)
O fio da meada: um celular apreendido no interior do PR levou a polícia a uma rede nacional de pedofilia
Ação da PCPR em 19 estados foi deflagrada a partir da análise de um único celular apreendido em Palmas; entre os presos, está um homem de 67 anos que confessou abusar da própria neta de 7 anos.
Uma investigação iniciada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) em uma pequena cidade do interior culminou, nesta sexta-feira (10), em uma megaoperação nacional contra a exploração sexual infantojuvenil na internet. A Operação Pharos resultou na prisão em flagrante de 14 pessoas e no cumprimento de 44 mandados de busca e apreensão em 19 estados. A ação, liderada pela PCPR a partir de Palmas (PR), desarticulou uma rede de criminosos que armazenava e compartilhava conteúdo de abuso, expondo a face mais cruel dos crimes virtuais.
De Palmas para o Brasil: a investigação da PCPR que gerou a operação
Toda a operação nacional teve como ponto de partida a apreensão de um único dispositivo eletrônico em Palmas, no Sudoeste do Paraná. “A partir de um único dispositivo periciado pela Polícia Científica, foi possível rastrear uma rede de usuários que trocavam material ilegal em diferentes regiões do país”, explicou o delegado Kelvin Bressan. O trabalho técnico da PCPR, em parceria com o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do Ministério da Justiça, permitiu a identificação de alvos em todo o Brasil.
O horror revelado: avô que abusava da neta está entre os presos
As prisões em flagrante revelaram a gravidade dos crimes. Em um dos casos mais chocantes, um homem de 67 anos foi preso em posse de um vídeo no qual ele próprio aparecia cometendo abuso sexual contra sua neta de apenas 7 anos. Aos policiais, ele confessou o crime de estupro. Este e os outros flagrantes ocorreram porque os investigados foram encontrados com o material criminoso armazenado em seus celulares e computadores no momento das buscas.
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Um crime que cresce na escuridão da Internet
A Operação Pharos ataca um tipo de crime que tem crescido exponencialmente. Dados de ONGs como a Safernet Brasil indicam que as denúncias de pornografia infantojuvenil na internet aumentaram mais de 20% no último ano. A legislação brasileira, por meio do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é dura contra essa prática. Os crimes de produzir (Art. 241), compartilhar (Art. 241-A) ou mesmo armazenar (Art. 241-B) esse tipo de conteúdo preveem penas que podem chegar a seis anos de reclusão, com agravantes.
Cooperação nacional e internacional para proteger as crianças
O sucesso da operação só foi possível graças a uma complexa rede de cooperação. A investigação da PCPR foi ampliada pelo Ciberlab/Senasp, que articulou a ação simultânea com as Polícias Civis de outros 18 estados. A operação contou ainda com o apoio da Homeland Security Investigations (HSI), a agência de investigação do governo dos Estados Unidos, demonstrando a capacidade de cooperação internacional do Brasil. “A atuação coordenada demonstra a importância da inteligência integrada para proteger os mais vulneráveis”, destacou Rodney Silva, diretor da Senasp.

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Civil do Paraná
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