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Ofensiva contra o feminicídio: Polícia Civil prende oito agressores em 72 horas no Paraná

Ofensiva contra o feminicídio: Polícia Civil prende oito agressores em 72 horas no Paraná

(Foto: Divulgação PCPR)

Ofensiva contra o feminicídio: Polícia Civil prende oito agressores em 72 horas no Paraná


Ações ostensivas da Operação Mulher Segura fecham o cerco contra a violência de gênero no Estado. Prisões ocorreram na capital, Região Metropolitana e no interior por crimes que vão de agressão e ameaça com arma de fogo até tentativas de assassinato.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) intensificou as ações de combate à violência de gênero e fechou o cerco contra agressores em todo o Estado nesta última semana de março. Entre quarta-feira (25) e sexta-feira (27), operações simultâneas resultaram na prisão de oito homens acusados de aterrorizar e atentar contra a vida de suas ex-companheiras.

As prisões ocorreram em Curitiba, Campo Largo, Fazenda Rio Grande, Colombo, São José dos Pinhais, Cascavel, Umuarama e Roncador. Os casos escancaram a escalada da violência doméstica, marcada pela quebra de medidas protetivas, tortura psicológica e agressões físicas brutais, e reforçam a atuação rigorosa da Operação Mulher Segura.

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Tentativas de feminicídio em Curitiba e Campo Largo

Os casos mais graves registrados nos últimos dias envolveram tentativas diretas de assassinato. Em Curitiba, no bairro Caximba, um homem foi preso preventivamente nesta sexta-feira (27) por atirar contra a perna da ex-companheira enquanto ela estava dentro de um veículo.

O crime ocorreu no dia 8 de março e foi presenciado pelo filho do casal, de apenas 11 anos. Segundo a delegada Janaina Garcia, o agressor já tinha uma medida protetiva expedida contra ele e, mesmo foragido, usava a conta do filho nas redes sociais para enviar mensagens à vítima.

Na Região Metropolitana, em Campo Largo, outro homem de 28 anos foi detido após invadir a casa da ex-convivente na madrugada do dia 22 de março. Ele desferiu diversos golpes no rosto e no pescoço da mulher e, após fugir, passou a enviar ameaças de morte por aplicativos de mensagens.

“A prioridade é a integridade da vítima, sendo a denúncia essencial para interromper o ciclo de violência. O foco é garantir que nenhum delito fique impune e que vidas sejam preservadas.” — Luis Eduardo Trajano, delegado da PCPR.

Agressão brutal em hospital de Umuarama

O descumprimento de medidas protetivas também marcou uma prisão em Umuarama, no Noroeste do Estado. Um homem de 23 anos foi preso após agredir a ex-companheira, de 22 anos, dentro de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

A vítima acompanhava o filho para atendimento médico quando foi encurralada pelo agressor e familiares dele. O laudo pericial apontou fratura na costela, marcas de mordidas e escoriações. A gravidade da agressão foi tamanha que a vítima relatou sangramento e suspeita de aborto. A investigação também descobriu que o homem havia invadido as contas de redes sociais da mulher para monitorá-la.

Tortura psicológica e vídeos com arma de fogo

A intimidação também tem sido combatida com rigor pelas autoridades. Em Colombo, um homem de 33 anos foi preso por enviar mensagens à ex-companheira contendo fotos e vídeos nos quais exibia uma arma de fogo para ameaçá-la de morte após já tê-la agredido fisicamente.

Táticas semelhantes de terror psicológico levaram à prisão em flagrante de um homem em São José dos Pinhais, que aterrorizava a ex-mulher com áudios de ameaças. No interior do Estado, em Roncador, uma ação conjunta entre a PCPR e a Polícia Militar prendeu um agressor de 28 anos em menos de uma hora após a emissão do mandado. Ele afirmava à vítima de 55 anos que “não tinha medo de ser preso” caso ela buscasse ajuda.

Perseguição no local de trabalho em Cascavel

Em Cascavel, no Oeste do Paraná, a polícia agiu rápido para prender em flagrante um homem de 26 anos que não aceitava o término do relacionamento. Após a vítima ir à delegacia relatar as injúrias e intimidações, os policiais realizaram buscas e localizaram o suspeito rondando as proximidades do local de trabalho da ex-namorada, configurando o crime de perseguição (stalking) e ameaça.

Prisão por falta de pensão alimentícia

Além da violência física e psicológica, a PCPR também atuou na proteção aos direitos da família. Em Fazenda Rio Grande, um homem de 37 anos foi detido nesta sexta-feira (27) por inadimplência no pagamento de pensão alimentícia, o único caso de prisão por dívida previsto no Direito Brasileiro. A ação visa garantir o sustento e os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Operação Mulher Segura: Como denunciar

Todas essas prisões integram as diretrizes da Operação Mulher Segura, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná, que visa retirar os agressores das ruas e garantir a eficácia das medidas protetivas.

A PCPR ressalta que o enfrentamento aos crimes de gênero depende diretamente das denúncias. A população pode e deve ajudar a interromper o ciclo de violência.

  • Denúncias anônimas podem ser feitas pelos números 197 (Polícia Civil) ou 181 (Disque-Denúncia).
  • Se a agressão estiver acontecendo no momento, a Polícia Militar deve ser acionada imediatamente pelo 190.
Ofensiva contra o feminicídio: Polícia Civil prende oito agressores em 72 horas no Paraná
(Foto: Divulgação PCPR)

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Civil do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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