(Foto: Divulgação PCPR)
Operação desarticula quadrilha que faturou R$ 4 milhões com “delivery” de drogas gourmetizadas
Grupo criminoso usava redes sociais para vender entorpecentes de alto valor e despachava as encomendas até pelos Correios. Ação conjunta cumpriu mandados em Curitiba, Ponta Grossa, Londrina e Maringá.
Uma operação de inteligência deflagrada na manhã desta sexta-feira (10) expôs o nível de sofisticação do narcotráfico no ambiente virtual. Uma força-tarefa envolvendo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), a Polícia Militar (PMPR) e o Ministério Público do Paraná (MPPR) prendeu seis pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa que movimentou milhões com a venda digital de drogas.
A ofensiva, coordenada pelo MPPR, cumpriu 17 ordens judiciais — sendo seis mandados de prisão e 11 de busca e apreensão. A malha logística da quadrilha exigiu ações simultâneas em Ponta Grossa, Maringá, Londrina e Curitiba, contando inclusive com o suporte tático de um helicóptero da PMPR.
Redes sociais e entorpecentes “gourmet”
As investigações mostraram que a organização possuía uma estrutura empresarial, com integrantes designados para funções pré-definidas: administração das plataformas digitais de venda, controle logístico, transporte e lavagem do dinheiro.
O foco do grupo não era o tráfico tradicional, mas sim um público de maior poder aquisitivo.
“O grupo atuava na comercialização de entorpecentes de alto valor agregado, conhecidos como drogas gourmetizadas, que possuem elevada concentração de THC, potencializando seus efeitos psicoativos e alucinógenos”, detalha o delegado Adilson José da Silva.
Para fechar o ciclo de vendas feito pela internet, o grupo adotava duas frentes ágeis de entrega: o envio de pacotes através dos Correios para rotas mais distantes ou o uso de entregadores de aplicativos (delivery) para curtas distâncias.
Rastreio financeiro de R$ 4 milhões
A quebra dos sigilos bancários revelou que os suspeitos giraram mais de R$ 4 milhões em contas vinculadas ao grupo, configurando um forte esquema de lavagem de capitais.
O trabalho investigativo começou ainda em 2024. De acordo com o promotor Paulo Augusto Koslovski, do MPPR, o cerco desta sexta-feira é a continuação de um combate aprofundado. “Essa operação já contou com quatro ou cinco fases, sendo as primeiras delas já com processos encerrados e com todos os investigados condenados. No último desdobramento, chegamos a esses novos alvos”, explicou.
Durante as buscas nos imóveis da quadrilha, os policiais apreenderam:
- R$ 4.380 em dinheiro em espécie e três máquinas de cartão;
- Diversas porções de entorpecentes refinados (maconha, haxixe, murruga, dry e ice);
- Duas balanças de precisão, 72 piteiras e embalagens zip-lock para fracionamento;
- 10 aparelhos celulares (que serão periciados em busca de novos contatos);
- Duas motocicletas e uma caminhonete utilizadas na logística do crime.
Para o comandante do 1º Batalhão da PMPR, tenente-coronel Sérgio do Prado Nabozny, a queda do grupo é reflexo da análise técnica de vínculos e fluxos financeiros.
“O compartilhamento qualificado de dados permitiu a identificação dessa estrutura criminosa complexa, de atuação digital e logística descentralizada, elevando a resposta do Estado contra o crime organizado”, concluiu.
Todos os seis detidos foram encaminhados ao sistema penitenciário e aguardam os trâmites da Justiça.

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Civil do Paraná
- Parque Nacional do Iguaçu desbanca gigantes e entra no Top 3 dos parques mais populares do mundo - 12 de abril de 2026
- Sotaque colombiano: Mendoza e Viveros marcam e Athletico vence a Chapecoense na Baixada - 12 de abril de 2026
- Na contramão das redes sociais: pesquisa revela que brasileiro ainda prefere carteira assinada - 12 de abril de 2026





