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Oriente Médio em chamas: EUA e Israel lançam ataque massivo contra o Irã e enterram acordo nuclear; Teerã retalia com mísseis

Oriente Médio em chamas: EUA e Israel lançam ataque massivo contra o Irã e enterram acordo nuclear; Teerã retalia com mísseis

(Foto: Reprodução Reuters)

Oriente Médio em chamas: EUA e Israel lançam ataque massivo contra o Irã e enterram acordo nuclear; Teerã retalia com mísseis


Ação conjunta envolveu cerca de 200 caças bombardeando 24 províncias iranianas. Saldo inicial aponta para mais de 200 mortos, incluindo dezenas de alunas em uma escola. Conselho de Segurança da ONU faz reunião de emergência.

O Oriente Médio amanheceu neste sábado (28) mergulhado em um novo e perigoso conflito em escala regional. Em uma operação conjunta batizada pelo Pentágono de “Fúria Épica”, os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque militar massivo contra o Irã.

A Força Aérea Israelense (IAF) confirmou o uso de cerca de 200 caças, que atingiram simultaneamente mais de 500 alvos no oeste e no centro do território iraniano, focando em sistemas de defesa aérea e lançadores de mísseis da Guarda Revolucionária Islâmica. Israel classificou a ação como “o maior sobrevoo militar da história” de suas Forças de Defesa.

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A ofensiva ocorre apenas dois dias após o encerramento de uma rodada de negociações em Genebra, que buscava estabelecer limites para o programa nuclear iraniano. O ataque põe fim às esperanças diplomáticas e já desencadeou uma forte retaliação de Teerã, que disparou mísseis contra Israel e bases dos EUA em países árabes vizinhos.

O saldo humanitário: Caos e mortes em 24 províncias

O impacto dos bombardeios no Irã foi devastador. De acordo com informações da Sociedade Crescente Vermelho (organização humanitária que atua na região), pelo menos 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas nos ataques, que atingiram 24 das 31 províncias do país.

O episódio mais grave reportado pela agência oficial iraniana (Irna) ocorreu na cidade de Minab, no sul do país, onde uma escola de meninas foi atingida, resultando na morte de pelo menos 85 alunas e deixando outras 60 feridas, com dezenas ainda sob os escombros. Na cidade de Lamerd, ataques a áreas residenciais e a um complexo esportivo deixaram ao menos 18 civis mortos.

O pânico tomou conta da população civil. Testemunhas relataram longas filas em postos de combustível, congestionamentos nas estradas e corrida a caixas eletrônicos em cidades como Teerã, Isfahan e Tabriz, enquanto famílias tentavam fugir para áreas mais seguras ou para a fronteira com a Turquia. Escolas e universidades foram fechadas por tempo indeterminado pelo governo iraniano, que orientou a população a deixar a capital.

O alvo: Aiatolá Khamenei estaria na mira

Além da infraestrutura militar e nuclear, a ofensiva teve como foco a liderança do regime iraniano. Uma fonte israelense afirmou que o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian eram alvos da operação.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou em vídeo que o “complexo do tirano Khamenei” foi destruído e sugeriu que o líder iraniano pode ter sido morto.

“Há muitos sinais de que esse tirano não existe mais. Esta manhã, eliminamos altos funcionários do regime dos aiatolás e comandantes da Guarda Revolucionária” afirmou Netanyahu, prometendo atingir “milhares de outros alvos” nos próximos dias.

Fontes iranianas confirmaram mortes no alto escalão da Guarda Revolucionária, mas a situação de Khamenei — que teria sido transferido para um local seguro antes dos ataques — permanece incerta.

As justificativas de EUA e Israel

Para justificar o ataque, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gravou um pronunciamento afirmando que o objetivo é “defender os norte-americanos eliminando ameaças iminentes do regime iraniano”.

Trump garantiu que o Irã jamais terá uma arma nuclear e prometeu aniquilar a indústria de mísseis e a Marinha iraniana. Ele ainda incitou a população iraniana a aproveitar o momento para derrubar o regime: “Quando terminarmos, tomem o poder. Será de vocês. Esta será provavelmente a única chance que terão por gerações”.

Israel seguiu o mesmo tom. Netanyahu classificou o ataque como preventivo para proteger Israel da aniquilação e conclamou as minorias do Irã a se libertarem do “jugo da tirania”. Após a ofensiva, Israel declarou estado de emergência em todo o país e fechou seu espaço aéreo comercial.

A retaliação do Irã inflama o Golfo

A resposta de Teerã foi imediata, expandindo o escopo do conflito. A Guarda Revolucionária declarou que iniciou “golpes poderosos” de mísseis contra Israel e prometeu continuar até que o inimigo seja derrotado.

As bases militares dos EUA instaladas em países árabes do Golfo Pérsico tornaram-se alvos. Durante o sábado, Kuwait, Catar, Jordânia e Emirados Árabes Unidos relataram ter interceptado mísseis iranianos.

  • No Bahrein, um centro de serviços da Quinta Frota dos EUA foi atingido, gerando colunas de fumaça.
  • Nos Emirados Árabes Unidos, estrondos fortes sacudiram Abu Dhabi, e a mídia estatal reportou pelo menos uma morte.
  • Explosões também foram registradas perto da ilha iraniana de Kharg, o principal porto de exportação de petróleo do país, levantando temores sobre o abastecimento global de energia pelo Estreito de Ormuz.

Diante do caos, companhias aéreas suspenderam voos e esvaziaram o espaço aéreo sobre o Oriente Médio.

Decenpção diplomática e reunião na ONU

A eclosão da guerra pegou de surpresa a comunidade diplomática, especialmente o país mediador, Omã. Registros do ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr AlBusaidi, revelam uma reviravolta chocante.

Na quinta e sexta-feira, ele havia relatado um “progresso significativo” nas negociações em Genebra, chegando a afirmar que a paz estava “ao nosso alcance”. Neste sábado, ele se disse “consternado” e apelou para que os EUA não se deixem arrastar por uma guerra que “não é sua”.

Diversos países, incluindo o Brasil, condenaram a escalada militar. O Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência com seus 15 membros neste sábado para debater os ataques e buscar um cessar-fogo.

Oriente Médio em chamas: EUA e Israel lançam ataque massivo contra o Irã e enterram acordo nuclear; Teerã retalia com mísseis
(Foto: Reprodução Reuters)

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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