(Foto: Geraldo Bubniak José Fernando Ogura)
Outono de 2026 traz chuvas acima da média ao Paraná após verão marcado por extremos climáticos
Estação que começa nesta sexta-feira (20) terá maior amplitude térmica e veranicos. Despedida do verão contabiliza recordes de calor, tornados e impactos do fenômeno La Niña no estado.
O outono astronômico tem início oficialmente às 11h46 desta sexta-feira (20). A nova estação trará mudanças significativas para o clima dos paranaenses, especialmente após um verão de chuvas irregulares e temperaturas extremas impulsionadas pelo fenômeno La Niña.
Para que você possa planejar sua rotina e se preparar para os próximos meses, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) divulgou as previsões para o outono e um balanço completo do que vivemos no último verão.
O que esperar das chuvas e do clima no outono
Diferente do padrão de temporais frequentes do verão, o outono no Paraná terá menos dias de chuva. No entanto, a previsão indica que, quando chover, os volumes serão mais intensos. A expectativa é que os acumulados fiquem acima da média histórica na metade sul do estado e ligeiramente acima da média na faixa norte.
A estação operará em uma condição de neutralidade climática, ou seja, sem a interferência do El Niño ou do La Niña.
“A direção predominante do vento médio passa a ocorrer do sul para o norte do continente, favorecendo a entrada de sistemas de alta pressão atmosférica, que tem como característica o ar frio e seco. Com isso, o intervalo entre as chuvas se torna maior e está associado principalmente à passagem de frentes frias.” — Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar.
Temperaturas e a chegada dos dias mais frios
O outono é a clássica estação de transição. É nela que vivenciamos uma maior amplitude térmica: manhãs frias que se transformam em tardes quentes.
Confira as principais características previstas para o outono de 2026 no estado:
- Veranicos: Serão comuns os períodos com vários dias consecutivos de sol e sem chuva.
- Nevoeiros: A formação de neblina nas primeiras horas do dia será mais frequente.
- Temperaturas: O Simepar prevê que os termômetros fiquem ligeiramente acima da média histórica em todas as regiões.
- Geadas: As primeiras geadas devem aparecer na segunda quinzena de abril, atingindo principalmente as regiões mais altas, como Sul, Centro-Sul e Campos Gerais.
Balanço do verão: secas e calor histórico
Enquanto nos preparamos para o frio, o balanço do verão 2025/2026 mostra que a estação exigiu resiliência dos paranaenses. A forte atuação do La Niña reduziu a umidade vinda da Amazônia, provocando secas e prejudicando lavouras de milho nas regiões Oeste, Sudoeste e Noroeste do estado.
“Durante a fase La Niña há uma diminuição da umidade vinda da Amazônia em direção ao Sul do Brasil. Por causa disso, apesar do verão ser o período em que mais chove no ano, neste não houve atuação dos sistemas de precipitação de forma frequente, e tivemos a atuação de mais massas de ar seco.” — Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.
O calor também quebrou recordes. A temperatura mais extrema do ano até o momento foi registrada na cidade de Capanema, que atingiu escaldantes 39,7°C no dia 6 de fevereiro. Já Telêmaco Borba marcou 38°C em dezembro, a temperatura mais alta já registrada na cidade desde a instalação da estação meteorológica em 1997.
Tornados e tempestades marcaram a estação
Apesar dos longos períodos de seca, o verão registrou tempestades supercelulares altamente destrutivas. O Simepar confirmou a ocorrência de fenômenos climáticos severos em diversas regiões:
- Três tornados: Atingiram as cidades de Mercedes (categoria F1), São José dos Pinhais (categoria F2) e Foz do Iguaçu (categoria F0).
- Nuvens funil: Seis casos foram avistados em cidades como Ponta Grossa, Arapongas e Maringá.
- Tromba d’água: Um registro ocorreu em Missal, na região Oeste.
O caso mais grave foi o tornado em São José dos Pinhais, no dia 10 de janeiro. Os ventos danificaram 350 casas, impactando mais de 1,2 mil moradores e deixando duas pessoas com ferimentos leves.
Alertas e proteção da Defesa Civil no litoral
Para lidar com esses extremos, o trabalho de prevenção foi fundamental. A Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cedec) registrou 91 ocorrências em 67 municípios devido a vendavais, alagamentos e enxurradas.
O Litoral do estado, por receber um grande volume de turistas e concentrar altos índices de chuva, contou com uma força-tarefa especial. O Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cegerd) emitiu 966 alertas meteorológicos durante a temporada.
“Os alertas são uma ferramenta de comunicação essencial para a Defesa Civil. […] Neste verão percebemos que a população tem atendido aos avisos, o que certamente diminuiu a exposição aos riscos.” — Coronel Ivan Fernandes, coordenador executivo da Cedec.

Com informações de Simepar
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