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Paraná lidera avanço feminino na ciência com políticas públicas e investimento em inovação

Paraná se Destaca na Inclusão de Mulheres na Ciência

Enquanto a média mundial de mulheres pesquisadoras ainda se mantém em 33,3%, segundo a Unesco, o Paraná apresenta um cenário promissor de transformação. Impulsionado por políticas públicas consistentes e investimentos contínuos em ciência, tecnologia e inovação, o estado tem garantido a presença e, principalmente, a permanência feminina no campo científico.

Dia Internacional Celebra e Reforça o Papel Feminino

Celebrado em 11 de fevereiro, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, instituído pela ONU em 2015, ganha ainda mais relevância no Paraná. O estado tem se consolidado como um polo de atração e desenvolvimento para cientistas mulheres, graças ao apoio de programas de fomento e formação de recursos humanos, com destaque para a atuação da Fundação Araucária.

Universidades Estaduais: Maioria Feminina em Salas de Aula e Pesquisa

Os indicadores acadêmicos do Paraná refletem o sucesso das políticas estaduais. Nas universidades estaduais, as mulheres representam a maioria tanto no corpo docente (51%) quanto no corpo discente de graduação (59%). Na Universidade Estadual de Maringá (UEM), essa predominância se estende à coordenação de projetos de pesquisa, evidenciando o protagonismo feminino na produção de conhecimento.

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Liderança e Impacto: Mulheres em Posições Estratégicas

Carla Pavanelli, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais (PEA) da UEM e integrante do NAPI Taxonline, celebra a ascensão feminina em cargos de decisão. “Fico feliz em ver esse cenário mudar e em fazer parte dessa transformação”, afirma.

Seu programa alcançou nota máxima na avaliação da Capes, e a UEM mantém convênio de dupla diplomação com Portugal, intermediado pela Fundação Araucária.

Reconhecimento Internacional e Visão de Futuro na Agricultura

Na Universidade Estadual de Londrina (UEL), 61% dos estudantes de pós-graduação são mulheres. Mariangela Hungria, professora e laureada com o World Food Prize em 2025, conhecido como o “Nobel da Agricultura”, destaca a importância da visão feminina para o futuro do setor.

“A agricultura do futuro carrega qualidades femininas: produzir com responsabilidade, cuidando do solo e da nutrição”, explica. Hungria ressalta o papel fundamental da Fundação Araucária em sua trajetória.

Iniciativas Amplas e Engajamento de Jovens Talentos

A Fundação Araucária também promove iniciativas como o programa Top Manager, que atrai profissionais experientes para a gestão em CT&I, com participação ativa de mulheres como Maria Zaira Turchi.

Além disso, a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência engaja estudantes do ensino fundamental e médio, como Suzanna de Freitas, de 16 anos, que encontra na ciência a oportunidade de explorar suas paixões e desmistificar áreas como a química em cosméticos.

Paraná: Referência Nacional em Diversidade Científica

Em sintonia com a definição do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para que a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2026 tenha como tema a participação de mulheres e meninas na área, o Paraná reafirma seu compromisso.

A Fundação Araucária continua a fomentar iniciativas que consolidam o estado como referência na produção científica liderada por mulheres, promovendo equidade e avanço do conhecimento.


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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