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PCPR prende em Santa Catarina casal dono de revendedora de Curitiba por golpe de R$ 6 milhões

PCPR prende em Santa Catarina casal dono de revendedora de Curitiba por golpe de R$ 6 milhões

(Foto: Fabio Dias)

PCPR prende em Santa Catarina casal dono de revendedora de Curitiba por golpe de R$ 6 milhões


Proprietários de duas lojas no bairro Boqueirão deixaram cerca de 200 vítimas ao vender veículos consignados e não repassar os valores. A prisão ocorreu nesta sexta-feira (13) após os suspeitos fugirem com o dinheiro para investimentos particulares.

Uma operação deflagrada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), com o apoio tático da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), encerrou nesta sexta-feira (13) a fuga de um casal investigado por aplicar um golpe milionário no mercado automotivo da capital paranaense.

Os suspeitos, proprietários de um estabelecimento de compra e venda de veículos seminovos em Curitiba, foram alvos de mandados de prisão pelos crimes de estelionato e apropriação indébita.

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As prisões ocorreram no estado vizinho, para onde os investigados haviam se mudado após o avanço das apurações. A captura traz um alento para dezenas de famílias e trabalhadores que perderam seus bens em um esquema que, segundo a polícia, causou um rombo financeiro que já ultrapassa a marca dos R$ 6 milhões.

O estopim das investigações no bairro Boqueirão

O esquema criminoso começou a ruir em outubro de 2025. A Polícia Civil passou a receber uma enxurrada de denúncias de moradores de Curitiba e Região Metropolitana contra uma revendedora de veículos que possuía duas unidades físicas instaladas no bairro Boqueirão, um dos principais polos de comércio automotivo da cidade.

As queixas seguiam um padrão claro: proprietários deixavam seus automóveis nas lojas em regime de consignação (para que a empresa intermediasse a venda), mas, após o veículo ser negociado e entregue a um terceiro, o dinheiro nunca chegava à conta do verdadeiro dono. As desculpas dos administradores da loja se acumulavam, até que as vítimas perceberam que haviam caído em um golpe.

Como funcionava o esquema de apropriação indébita

De acordo com o delegado Hormínio de Paula Lima Neto, responsável por conduzir o inquérito na PCPR, o modus operandi do casal era ancorado na quebra de confiança. Os investigados realizavam a venda dos veículos consignados e simplesmente se apropriavam integralmente dos valores pagos pelos compradores, cortando o repasse aos proprietários originais.

Além do prejuízo direto para quem entregava o carro para vender, o esquema gerou uma segunda categoria de vítimas: os compradores. A investigação identificou inúmeros casos em que clientes adquiriam os veículos de boa-fé, pagavam à vista ou financiavam os valores, mas ficavam impedidos de realizar a transferência de propriedade junto ao Departamento de Trânsito (Detran), já que a documentação original ficava retida pelo antigo dono, que não havia recebido o dinheiro.

O tamanho do rombo: 200 vítimas e R$ 6 milhões

A escala das fraudes cometidas pelo casal impressiona as autoridades. O que inicialmente parecia ser um problema pontual de gestão financeira de uma loja revelou-se uma fraude em série.

“Durante a investigação, foram registrados mais de 160 boletins de ocorrência. A apuração aponta cerca de 200 vítimas e um prejuízo financeiro superior a R$ 6 milhões”, detalha o delegado Lima Neto. Esse montante considera o valor de mercado dos veículos de passeio e utilitários que foram indevidamente apropriados e revendidos no mercado formal.

O cerco se fecha: fiscalização e interdição das lojas

A resposta do Estado ao esquema ocorreu em fases, sufocando a operação das revendedoras antes das prisões. No dia 11 de novembro de 2025, uma força-tarefa composta pela Receita Estadual do Paraná e pela Guarda Municipal de Curitiba realizou uma ação de fiscalização severa nas duas unidades da empresa no Boqueirão. Na ocasião, os auditores constataram diversas irregularidades fiscais na operação dos negócios.

O golpe final nas atividades da empresa ocorreu no dia 23 de fevereiro de 2026. Em uma ação coordenada entre a PCPR, o Procon de São José dos Pinhais e a Guarda Municipal de Curitiba, as duas unidades da revendedora foram oficialmente interditadas, cessando a capacidade do casal de fazer novas vítimas na capital.

Fuga para Santa Catarina e o uso do dinheiro

Percebendo que o cerco policial e administrativo havia se fechado com as interdições de fevereiro, os suspeitos abandonaram o Estado do Paraná e buscaram refúgio em Santa Catarina.

A fuga, no entanto, foi curta. O trabalho de inteligência da Polícia Civil conseguiu rastrear o paradeiro do casal. Mais grave do que a fuga foi a descoberta do destino de parte do dinheiro das vítimas.

“A investigação identificou que parte dos valores obtidos de forma ilícita foi utilizada em investimentos particulares dos suspeitos”, explica o delegado, apontando para o crime de lavagem de capitais.

Prisão, encaminhamento e orientações aos lesados

A captura ocorreu de forma pacífica nesta sexta-feira (13), graças ao apoio logístico e operacional da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC). Ambos os investigados receberam voz de prisão e já foram encaminhados ao sistema penitenciário, onde permanecerão à disposição da Justiça para responder pelos crimes de estelionato e apropriação indébita.

A Polícia Civil alerta que o número de pessoas lesadas pode ser ainda maior. A orientação oficial é que qualquer cidadão que tenha negociado veículos com as lojas interditadas no bairro Boqueirão e que não tenha recebido os valores ou a documentação correta procure a delegacia mais próxima para o registro do Boletim de Ocorrência.

PCPR prende em Santa Catarina casal dono de revendedora de Curitiba por golpe de R$ 6 milhões
(Foto: Fabio Dias)

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Civil do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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