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Pente-fino nos postos: operação no interior mira golpe da ‘bomba fraudada’; saiba como se proteger

Pente-fino nos postos: operação no interior mira golpe da 'bomba fraudada'; saiba como se proteger

(Foto: Divulgação PCPR)

Pente-fino nos postos: operação no interior mira golpe da ‘bomba fraudada’; saiba como se proteger


Ação em Tibagi e Reserva mirou irregularidades na dosagem. Entenda a diferença entre falha técnica e a temida ‘bomba fraudada’ e saiba como se proteger na hora de abastecer o carro.

Abastecer o veículo exige atenção redobrada do consumidor paranaense. Nesta quinta-feira (26), a Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou uma operação de fiscalização em postos de combustíveis nas cidades de Tibagi e Reserva, localizadas na região dos Campos Gerais.

A força-tarefa contou com a participação de agentes do Ministério Público, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Instituto de Pesos e Medidas (IPEM). O objetivo foi flagrar a comercialização de combustíveis em desacordo com as regras do setor.

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O delegado da PCPR, Cássio Conceição, explicou que quatro postos foram inspecionados durante a ação. “Durante a operação, algumas bombas foram interditadas por apresentarem irregularidade na dosagem do combustível fornecido aos consumidores”, detalhou o delegado, ressaltando que esse tipo de fiscalização terá continuidade em outras cidades do Paraná.

Você está levando o que pagou? O perigo da “bomba fraudada”

Um dos crimes que mais lesam os motoristas em todo o Brasil é a adulteração intencional da quantidade de combustível entregue no tanque.

No entanto, o presidente da Fecombustíveis, Paulo Miranda, alerta que é crucial que o consumidor entenda a diferença entre duas situações comuns encontradas nas investigações:

  • Bomba Baixa: Ocorre quando o equipamento entrega um volume ligeiramente inferior ao exigido por lei devido a problemas e desajustes técnicos. Nesses casos, geralmente não há dolo ou intenção do empresário de enganar o cliente.
  • Bomba Fraudada: É o crime deliberado. Ocorre quando um empresário mal-intencionado instala um “chip” eletrônico no sistema da bomba para manipular o medidor. O painel mostra uma quantidade, mas o carro recebe menos combustível do que o valor pago.

Outros sinais de alerta no posto

A fiscalização também mirou outros problemas graves que colocam em risco tanto o bolso quanto a segurança do consumidor. Fique atento a estas infrações:

  • Vazamentos internos: Além do dano ambiental, o acúmulo de gases no subsolo pode ocasionar explosões.
  • Adulteração química: A famosa mistura de produtos químicos ou excesso de etanol na gasolina, que prejudica o motor do veículo.
  • Recusa de testes e notas: Postos que se negam a emitir a Nota Fiscal ou a realizar testes obrigatórios a pedido do cliente (como o uso do densímetro ou da proveta, que mede a quantidade de etanol na gasolina) estão cometendo infrações e devem ser denunciados.

Como denunciar irregularidades

A população é a principal aliada das autoridades para coibir fraudes. Se você desconfiar do rendimento do combustível ou do volume abastecido no seu carro, pode repassar denúncias de forma totalmente anônima.

  • Ligue para o 197 (Polícia Civil do Paraná).
  • Ligue para o 181 (Disque-Denúncia).
  • Se o crime (como ameaça ou recusa de direitos) estiver acontecendo naquele exato momento, acione a Polícia Militar pelo 190.
Pente-fino nos postos: operação no interior mira golpe da 'bomba fraudada'; saiba como se proteger
(Foto: Divulgação PCPR)

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Civil do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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