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Petróleo venezuelano volta ao mercado, mas EUA vetam participação de China e Rússia no negócio

O mapa energético global sofreu uma nova alteração nesta quinta-feira (12). O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu uma licença que reabre as portas para a exploração e exportação de petróleo e gás da Venezuela, dona das maiores reservas comprovadas do planeta. A medida, no entanto, vem com uma "trava" geopolítica clara: empresas e cidadãos da China, Rússia, Irã, Coreia do Norte e Cuba estão expressamente proibidos de participar de qualquer etapa do negócio. A flexibilização do embargo ocorre pouco mais de um mês após a operação militar de Washington em Caracas, que resultou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro. Desde então, o país sul-americano vive um processo de transição sob o governo interino de Delcy Rodríguez. O que muda com a nova licença? O documento emitido pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) autoriza uma série de atividades vitais para ressuscitar a indústria petroleira venezuelana, sucateada por anos de sanções e má gestão. Estão permitidos: Transações financeiras para manutenção de operações de petróleo e gás; Serviços de transporte, logística e fretamento de navios; Contratação de seguros marítimos; Reformas e reparos em plataformas e terminais de exploração. A expectativa da Casa Branca é que a produção retorne aos níveis pré-bloqueio até meados deste ano. Dados do Serviço de Informações de Energia dos EUA apontam que as exportações de petróleo bruto venezuelano já começaram a reagir em janeiro, com grandes volumes sendo estocados em terminais no Caribe à espera dessa liberação. Tensão com Moscou A cláusula que exclui rivais dos EUA do "pote de ouro" venezuelano gerou reação imediata do Kremlin. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, classificou a medida como uma afronta. "Trata-se de uma discriminação flagrante, apesar de a Rússia, a China e o Irã terem investido no setor de petróleo e energia da Venezuela", afirmou Lavrov, indicando que Moscou pedirá esclarecimentos formais a Washington. Novo cenário político em Caracas A retomada econômica é a principal aposta do governo interino de Delcy Rodríguez para estabilizar o país. Além de negociar a licença com os americanos, a administração provisória encaminhou uma nova Lei do Petróleo para atrair capital estrangeiro (ocidental) e apresentou uma lei de anistia para libertar opositores presos durante o regime anterior.

(Foto: Lucy Nicholson)

Petróleo venezuelano volta ao mercado, mas EUA vetam participação de China e Rússia no negócio


Nova licença do Tesouro americano flexibiliza embargo após queda de Maduro, mas exclui rivais geopolíticos da exploração das maiores reservas do mundo; Moscou fala em “discriminação flagrante”.

O mapa energético global sofreu uma nova alteração nesta quinta-feira (12). O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu uma licença que reabre as portas para a exploração e exportação de petróleo e gás da Venezuela, dona das maiores reservas comprovadas do planeta.

A medida, no entanto, vem com uma “trava” geopolítica clara: empresas e cidadãos da China, Rússia, Irã, Coreia do Norte e Cuba estão expressamente proibidos de participar de qualquer etapa do negócio.

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A flexibilização do embargo ocorre pouco mais de um mês após a operação militar de Washington em Caracas, que resultou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro. Desde então, o país sul-americano vive um processo de transição sob o governo interino de Delcy Rodríguez.

O que muda com a nova licença?

O documento emitido pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) autoriza uma série de atividades vitais para ressuscitar a indústria petroleira venezuelana, sucateada por anos de sanções e má gestão. Estão permitidos:

  • Transações financeiras para manutenção de operações de petróleo e gás;
  • Serviços de transporte, logística e fretamento de navios;
  • Contratação de seguros marítimos;
  • Reformas e reparos em plataformas e terminais de exploração.

A expectativa da Casa Branca é que a produção retorne aos níveis pré-bloqueio até meados deste ano. Dados do Serviço de Informações de Energia dos EUA apontam que as exportações de petróleo bruto venezuelano já começaram a reagir em janeiro, com grandes volumes sendo estocados em terminais no Caribe à espera dessa liberação.

Tensão com Moscou

A cláusula que exclui rivais dos EUA do “pote de ouro” venezuelano gerou reação imediata do Kremlin. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, classificou a medida como uma afronta.

“Trata-se de uma discriminação flagrante, apesar de a Rússia, a China e o Irã terem investido no setor de petróleo e energia da Venezuela”, afirmou Lavrov, indicando que Moscou pedirá esclarecimentos formais a Washington.

Novo cenário político em Caracas

A retomada econômica é a principal aposta do governo interino de Delcy Rodríguez para estabilizar o país. Além de negociar a licença com os americanos, a administração provisória encaminhou uma nova Lei do Petróleo para atrair capital estrangeiro (ocidental) e apresentou uma lei de anistia para libertar opositores presos durante o regime anterior.

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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