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Pitaia na alimentação de escolas do Paraná beneficia alunos e produtores estaduais


A rede estadual de ensino do Paraná está ampliando a oferta de pitaia na alimentação escolar, reforçando o compromisso com a nutrição dos estudantes e o desenvolvimento da agricultura familiar local.

Para 2026, a expectativa é que 48 toneladas da fruta in natura sejam distribuídas, representando um aumento de cerca de 20% em relação ao ano anterior. Somente neste primeiro trimestre, 297 escolas estaduais em 71 municípios já foram beneficiadas, diversificando o cardápio com um alimento de alto valor nutricional.

Expansão da Pitaia na Merenda Escolar

A inclusão da pitaia na alimentação escolar, que começou como um projeto piloto em 2024 conduzido pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), já alcançou quase mil escolas e aproximadamente 300 mil estudantes, o que corresponde a cerca de um terço do total de alunos da rede estadual. Essa iniciativa não apenas melhora a qualidade da alimentação oferecida, mas também serve como um importante incentivo à produção local.

Para o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, a ação é estratégica. “Ao mesmo tempo em que levamos alimentos nutritivos e diversificados às escolas, incentivamos a agricultura familiar, gerando renda e desenvolvimento no campo. É uma política que conecta saúde, educação e economia local”, comenta.

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Nutrição e Benefícios da Fruta do Dragão

Conhecida também como fruta-do-dragão, a pitaia foi incorporada ao cardápio escolar devido ao seu notável valor nutricional. Servida in natura, em sucos ou saladas, ela é rica em fibras, auxiliando na regulação intestinal e no controle dos níveis de açúcar no sangue. Além disso, possui baixo teor calórico e é uma excelente fonte de vitaminas A, C e E, bem como minerais essenciais como ferro, cálcio, magnésio e zinco.

Impulso à Agricultura Familiar Paranaense

A produção da pitaia no Paraná está fortemente concentrada na agricultura familiar. O estado conta com cerca de 47,9 mil famílias agricultoras, das quais 17 mil fornecem produtos para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Os produtores familiares respondem por aproximadamente 75% dos empreendimentos rurais paranaenses, cultivando uma vasta diversidade de alimentos, incluindo a pitaia.

A diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona, destaca o impacto positivo: “A ampliação da distribuição ao longo dos anos demonstra boa aceitação nas escolas e a capacidade de organização da agricultura familiar. É uma ação que conecta a escola ao campo, com impacto direto na alimentação dos estudantes”. A produção da fruta exige manejo intensivo e colheita manual, mobilizando, desde 2025, centenas de famílias em regiões como Cornélio Procópio, Maringá, Apucarana e Cascavel.

Paraná: Destaque Nacional na Produção de Pitaia

O Paraná tem se consolidado como um polo importante na produção de pitaia. Enquanto o Censo Agropecuário de 2017 do IBGE o colocava na sétima posição nacional, dados mais recentes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) apontam uma forte expansão, elevando o estado para a quarta posição entre os maiores produtores do país. Em 2024, o Paraná produziu 3,8 mil toneladas de pitaia em uma área de 333 hectares, gerando um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 41,7 milhões.

A fruta é cultivada em 155 municípios paranaenses, com destaque para regiões como Cornélio Procópio (25% da produção estadual), Maringá (19%), Cascavel (12%), Apucarana (11%), Jacarezinho (10%) e Curitiba (5%). Carlópolis, na região de Jacarezinho, lidera a produção municipal com 7,4% de participação e um VBP de R$ 3,1 milhões.

Diversificação e Origens da Fruta na Rede Estadual

A inclusão da pitaia faz parte de uma estratégia mais ampla da Secretaria de Estado da Educação (Seed) para diversificar e qualificar a alimentação escolar. Outras ações recentes incorporaram alimentos regionais e nutritivos, como guabiroba, juçara e araçá, que compuseram o cardápio de 226 escolas em 2025. Produtos como água de coco e pão de queijo também foram introduzidos entre 2025 e 2026, com distribuição ampliada para as 2.080 unidades da rede.

Originária das regiões tropicais do México e da América Central, a pitaia ganhou destaque comercial na Ásia antes de chegar ao Brasil no início dos anos 2000. No Paraná, a produção começou por volta de 2017, na região Noroeste, e desde então tem se expandido, marcando um ciclo virtuoso de saúde, educação e economia local.

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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