(Foto: Emerson Vieira)
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Acadêmicos de Niterói recebeu R$ 1 milhão da Embratur e retratou Bolsonaro como “palhaço”; Nikolas, Zema e Flávio Bolsonaro reagem com duras críticas ao uso de dinheiro público.
O Carnaval do Rio de Janeiro virou palco de um intenso embate político neste domingo (15). O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que teve como enredo a biografia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), desencadeou uma onda de críticas por parte da oposição, inflada pelo uso de verbas federais e por alegorias provocativas.
A agremiação recebeu R$ 1 milhão da Embratur (parte de um montante de R$ 12 milhões destinados às escolas do grupo principal) para levar à avenida a história de Lula, desde a infância pobre em Pernambuco até a Presidência.
O ponto alto da controvérsia foi uma alegoria que retratou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como um palhaço, em algumas interpretações sugerindo o uso de tornozeleira eletrônica. Lula assistiu a tudo de um camarote e chegou a descer à pista ao lado do prefeito Eduardo Paes (PSD), sendo ovacionado pelos integrantes da escola. A primeira-dama, Janja, estava presente, mas não desfilou.
A reação da Oposição: “Inelegibilidade” e IA
A resposta dos opositores foi imediata e coordenada, misturando indignação com o uso de novas tecnologias para contra-atacar.
- Nikolas Ferreira (PL-MG): O deputado apontou “dois pesos e duas medidas” no sistema judiciário. “Se fosse em 2022 [um desfile pró-Bolsonaro], haveria busca e apreensão no barracão e inelegibilidade vitalícia”, disparou.
- Romeu Zema (Novo): O governador de Minas e presidenciável criticou o uso de dinheiro público para ridicularizar eleitores conservadores. Ele recorreu à Inteligência Artificial (IA) para criar uma paródia musical intitulada “Cadê minha Picanha?”, ironizando promessas de campanha do petista.
- Flávio Bolsonaro (PL-RJ): O senador também usou IA para produzir um vídeo com um samba-enredo fictício que chamava o presidente de “ladrão”.
Família Bolsonaro reage
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro focou na alegoria do palhaço. Em suas redes, rebateu a provocação lembrando o histórico judicial do homenageado: “Quem foi preso por corrupção foi Lula”, afirmou.
O aval do TSE e o risco de campanha antecipada
O desfile quase não aconteceu. A apresentação foi alvo de diversas ações judiciais na semana anterior. Na quinta-feira (12), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberou a homenagem sob o argumento de que proibi-la configuraria “censura prévia”.
No entanto, a ministra Cármen Lúcia fez um alerta importante: a corte estará vigilante para que o evento cultural não se configure como campanha eleitoral antecipada, o que poderia gerar punições futuras à chapa governista.

Com informações de Folhapress
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