(Foto: Divulgação PCPR)
Polícia Civil prende cinco investigados por crimes sexuais contra crianças e adolescentes no Paraná
Ofensiva ocorreu entre segunda (2) e terça-feira (3) em diferentes regiões do estado e tirou de circulação agressores que atuavam no ambiente familiar e de confiança das vítimas.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou uma série de ações nesta semana que resultou na prisão de cinco homens acusados de crimes contra a dignidade sexual. Os alvos das operações, realizadas entre segunda-feira (2) e terça-feira (3), respondem por estupro de vulnerável e abusos cometidos contra crianças e adolescentes em diferentes municípios do estado.
As capturas ocorreram em Curitiba, Maringá, Campo Largo, Araucária e Floraí. Em comum, os casos revelam um padrão alarmante: a grande maioria dos crimes foi cometida dentro do núcleo familiar ou por pessoas que usavam de suas profissões para obter a confiança das vítimas.
Cirurgião-dentista preso em Curitiba por abusos em série
Na capital paranaense, a equipe policial cumpriu um mandado de prisão preventiva contra um cirurgião-dentista. O homem, que já havia sido denunciado anteriormente por crimes envolvendo pacientes em seu consultório odontológico, agora é investigado por estupro de vulnerável contra parentes jovens.
Os abusos teriam ocorrido tanto em Curitiba quanto em uma chácara de sua propriedade na cidade de Teixeira Soares, na região dos Campos Gerais. Durante a prisão, a polícia apreendeu celulares e equipamentos eletrônicos que passarão por perícia.
O delegado Rafael Nunes Mota, responsável pelo caso, detalhou o modus operandi do investigado:
“Segundo a investigação, as condutas teriam ocorrido ao longo de anos, em ambientes de convivência familiar ou de confiança. Os relatos colhidos apontam a repetição de condutas em diferentes situações.”
Condenado a nove anos por abusar de familiares em Maringá
No Noroeste do estado, em Maringá, a PCPR capturou um homem de 35 anos que já possuía uma sentença condenatória definitiva de nove anos de prisão. A investigação teve início em 2020, após a denúncia de que ele havia praticado atos libidinosos contra a sobrinha de sua companheira, que tinha apenas 12 anos na época.
O aprofundamento do caso revelou que os abusos se estendiam a outras crianças do convívio do agressor. A delegada Karen Friedrich explicou a gravidade das descobertas:
“Ainda, uma menina de 4 anos, no ano de 2017, revelou que o condenado, companheiro da avó, praticou atos libidinosos contra ela.”
Prisão por violência contra a própria filha em Araucária
Outro caso que chocou pela proximidade entre o agressor e a vítima resultou na prisão preventiva de um homem de 47 anos, capturado na tarde de segunda-feira (2), no bairro Capão Raso, em Curitiba. Ele é acusado de estuprar a própria filha.
Os fatos investigados ocorreram no ano de 2022, no município de Araucária, Região Metropolitana de Curitiba. Para o delegado Gabriel Fontana, a retirada do agressor das ruas é uma resposta direta à sociedade:
“Essa prisão demonstra o compromisso da Polícia Civil em combater crimes contra a dignidade sexual e garantir a segurança das vítimas. Reforçamos a importância de que casos como esse sejam denunciados para que possamos agir com celeridade e eficácia.”
Casos em Floraí e Campo Largo envolvem ameaças e entorpecentes
As ações da PCPR também alcançaram suspeitos no interior e na Grande Curitiba com agravantes cruéis. Em Floraí, também no Noroeste, um homem foi preso preventivamente por estuprar uma criança de 10 anos. O delegado Lucas Tavares De Melo destacou a intimidação sofrida pela vítima:
“Consta ainda que, após o ocorrido, ele teria ameaçado a vítima para que não relatasse os fatos.”
Já em Campo Largo, a prisão de um suspeito de 46 anos revelou a mistura de violência sexual com a facilitação do uso de entorpecentes. Ele foi detido preventivamente por crimes contra a dignidade sexual e por fornecer às vítimas produtos capazes de causar dependência física ou psíquica. O pedido de prisão foi validado pelo Ministério Público e pela Justiça.
O delegado Luis Trajano reforçou o foco da instituição nessas operações:
“A PCPR mantém atuação no combate a delitos sexuais, violência doméstica e crimes contra crianças e adolescentes.”
Como denunciar crimes contra a dignidade sexual
Todos os cinco homens presos nas operações foram encaminhados ao sistema penitenciário e estão à disposição da Justiça. A Polícia Civil alerta que a participação da sociedade é fundamental para interromper ciclos de abuso, que muitas vezes ocorrem de forma silenciosa dentro das casas.
O Governo do Estado disponibiliza canais diretos e totalmente sigilosos para o recebimento de informações. É possível denunciar de forma anônima e segura através dos seguintes contatos:
- 197: Telefone direto da Polícia Civil do Paraná (PCPR).
- 181: Disque-Denúncia estadual.
- 190: Polícia Militar (número exclusivo para emergências, quando o crime estiver acontecendo no momento da ligação).

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Civil do Paraná
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