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Polícia Federal inaugura base aérea em Maringá com helicópteros financiados pelo dinheiro do crime

Polícia Federal inaugura base aérea em Maringá com helicópteros financiados pelo dinheiro do crime

(Foto: Divulgação PF)

Polícia Federal inaugura base aérea em Maringá com helicópteros financiados pelo dinheiro do crime


A nova Base Sul Fronteira vai atuar com aeronaves de última geração para caçar rotas do tráfico no Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. O investimento de R$ 15,6 milhões tem origem nos leilões de bens apreendidos de traficantes.

A Polícia Federal (PF) fechou o cerco contra o crime organizado transnacional nos céus da região Sul do Brasil. Na última sexta-feira (27), a corporação inaugurou oficialmente a Base Sul Fronteira da Coordenação de Aviação Operacional (CAOP), instalada estrategicamente no Aeroporto Regional de Maringá, no Norte do Paraná.

A nova unidade é uma peça-chave no plano do Governo Federal para sufocar as rotas complexas de tráfico de drogas, contrabando e armas que abastecem as maiores facções criminosas com atuação dentro e fora do país.

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O “ciclo virtuoso”: dinheiro do crime financiando a polícia

O grande diferencial estratégico desta nova base é a origem dos seus recursos. O Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional sobre Drogas e Gestão de Ativos (SENAD), destinou R$ 15,6 milhões para garantir o suporte aéreo, o que inclui a locação de um helicóptero modelo Esquilo de última geração.

Esse montante milionário não saiu dos impostos comuns, mas sim do recorde histórico de arrecadação com leilões de bens (como carros de luxo, fazendas e aeronaves) que foram apreendidos do próprio crime organizado. O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, que esteve presente na inauguração, celebrou o modelo.

“Os equipamentos que entregamos aqui hoje para a Polícia Federal são fruto desse trabalho: a PF retira recurso do crime e nós usamos esse recurso para qualificar a polícia. Chamamos isso de ciclo virtuoso da gestão de ativos. Esse recurso volta para a sociedade.” — Wellington Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública.

Cobertura tática: caçada a voos clandestinos

A escolha de Maringá como sede não foi por acaso. A cidade oferece uma posição geográfica que permite a cobertura tática e rápida não apenas de toda a Região Sul, mas também de rotas críticas nos estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Com a nova estrutura de aviação, a Polícia Federal ganha velocidade de mobilização e intensifica a repressão a crimes praticados pelo modal aéreo, uma resposta direta à crescente ousadia de quadrilhas que utilizam aviões clandestinos para cruzar as fronteiras brasileiras burlando os radares.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, destacou o impacto da nova base para a economia e a tranquilidade da população. “Sem segurança não há desenvolvimento, não há investimento, não há sossego para as pessoas viverem. A Base Sul consolida uma plataforma operacional apta a gerar efeitos concretos e duradouros na proteção do Estado brasileiro” , afirmou.

Integração de inteligência nas fronteiras

Para que os helicópteros decolem com alvos precisos, a Base Sul vai atuar de forma totalmente integrada com a rede de inteligência de diversas Delegacias de Polícia Federal espalhadas por cidades estratégicas da fronteira e do interior.

A rede de interoperabilidade inclui as unidades de:

  • Paraná: Foz do Iguaçu, Guaíra, Cascavel e Maringá.
  • Mato Grosso do Sul: Naviraí, Ponta Porã e Corumbá.
  • São Paulo: Presidente Prudente.

O passo decisivo para a internacionalização do Aeroporto de Maringá

Além do impacto direto no combate ao crime transnacional, a instalação da Base Sul Fronteira traz um benefício logístico e econômico estratégico muito aguardado pela região Norte do Estado: o fomento à internacionalização do Aeroporto Regional de Maringá.

A elevação do aeroporto à categoria internacional é uma reivindicação histórica do setor produtivo e do poder público local, que frequentemente esbarra na complexidade de cumprir protocolos rígidos de segurança. Para receber voos diretos de carga ou de passageiros do exterior, a legislação exige a presença permanente, ativa e estruturada de órgãos de fiscalização e controle de fronteiras no terminal.

Com a fixação da base da Polícia Federal — somada à parceria com a Receita Federal na estruturação do hangar —, o aeroporto dá um salto inédito na sua classificação de segurança aeroportuária. A robusta infraestrutura agora instalada facilita o cumprimento das exigências da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e das autoridades alfandegárias, encurtando o caminho burocrático para que Maringá finalmente abra suas pistas para o comércio exterior e o turismo internacional.

Esforço conjunto e autoridades presentes

A concretização da base em Maringá foi resultado de uma força-tarefa que envolveu também o apoio local. A reforma do hangar e a estruturação logística contaram com um investimento de cerca de R$ 500 mil, viabilizados por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Maringá (via Aeroporto Regional), Receita Federal, Justiça Federal e o Conselho Comunitário de Segurança (CONSEG-Maringá).

A cerimônia de entrega da base reuniu a cúpula da segurança e da política nacional e estadual. Além do ministro da Justiça e do diretor-geral da PF, estiveram presentes a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas, Marta Machado; o diretor-geral da Itaipu Binacional, Enio Verri; o superintendente regional da PF no Paraná, Rivaldo Venâncio; e o prefeito de Maringá, Silvio Barros.

Polícia Federal inaugura base aérea em Maringá com helicópteros financiados pelo dinheiro do crime
(Foto: Divulgação PF)

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Federal


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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