(Foto: Jonathan Campos)
Potência das águas: Paraná produz 250 mil toneladas de tilápia e preço do filé recua em 2026
Com o início do período religioso, pesquisa do Estado confirma redução no valor do peixe queridinho dos paranaenses; boletim também atualiza o cenário de preços para ovos, cebola, peru e leite.
O consumidor paranaense que mantém a tradição de substituir a carne vermelha por peixe durante a Quaresma recebeu uma excelente notícia para 2026. Segundo o boletim semanal do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, o preço do filé de tilápia no varejo registrou uma queda de 5% em relação a janeiro do ano passado.
A tendência de alívio no bolso é confirmada também pelo IBGE. Dados do IPCA (índice oficial de inflação) apontam um recuo ainda mais expressivo, na casa dos 12%, impulsionando a expectativa de vendas em supermercados e peixarias justamente no período de maior procura do ano.
Vale destacar que o Paraná segue como uma potência nacional no setor. Em 2024, o Estado bateu recorde e alcançou a marca de 250 mil toneladas de tilápia produzidas, um salto de 17% em comparação ao ano anterior, consolidando sua liderança na produção e exportação da espécie.
Ovos: Alta sazonal, mas mais baratos que em 2025
Outra proteína muito procurada na Quaresma, o ovo de galinha, apresentou um cenário um pouco diferente. Em Curitiba, os valores de comercialização subiram recentemente. Esse encarecimento pontual é explicado pela soma de três fatores: a volta às aulas (que aquece as compras para merenda escolar), a queda sazonal na produção nacional e a própria demanda do período religioso, que vai até abril.
Apesar do leve susto no caixa do mercado, a analista do Deral, Priscila Cavalheiro Marcenovicz, tranquiliza o consumidor:
“O preço dos ovos não deve alcançar os mesmos patamares observados em 2025. Para as próximas semanas, a expectativa é de estabilidade até o encerramento da Quaresma”.
Segundo o boletim, o valor atual dos ovos ainda está 22,4% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Outros destaques do agronegócio paranaense
O relatório do Deral também trouxe atualizações cruciais sobre outras culturas e criações no Estado:
- Cebola (Safra encerrada): A colheita 2025/2026 foi finalizada com 116,8 mil toneladas (queda de 9,5% ante o ciclo anterior). A região de Curitiba é a segunda maior produtora do Estado (28,5% do volume). O alerta vai para os produtores: o excesso de oferta nacional derrubou os preços, exigindo cautela e vendas escalonadas para as 34,7 mil toneladas que ainda estão em estoque.
- Carne de Peru (Exportação em alta): O Paraná se consolidou como o terceiro maior exportador do Brasil, com um salto impressionante de 61,7% na receita cambial em 2025. Foram 14.875 toneladas embarcadas, injetando quase US$ 50 milhões na economia estadual. México e Chile são os principais compradores.
- Leite (Custos de produção): O ano abriu com uma relação de troca de 25,75 litros de leite por saca de milho, número ligeiramente superior à média de 2025. Embora o custo estadual pareça equilibrado, produtores de algumas regiões estão recebendo menos de R$ 2,00 por litro na indústria, o que espreme a margem de lucro local.

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná
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