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Procon faz operação contra alta abusiva do diesel e da gasolina no Paraná

Procon faz operação contra alta abusiva do diesel e da gasolina no Paraná

(Foto: Gabriel Gois)

Procon faz operação contra alta abusiva do diesel e da gasolina no Paraná


Estabelecimentos têm 20 dias para apresentar notas fiscais e justificar a alta. Ação busca proteger o bolso do motorista de cobranças indevidas durante a crise internacional do petróleo.

O Procon-PR iniciou nesta quinta-feira (19) uma operação rigorosa para notificar postos de combustíveis suspeitos de aumentar os preços de forma abusiva. As equipes de fiscalização visitaram endereços presencialmente em Curitiba e enviaram notificações oficiais para estabelecimentos em várias outras cidades do estado.

Essa ofensiva para proteger o bolso do motorista faz parte de um movimento nacional, que está sendo liderado pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

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O impacto da crise internacional

A justificativa para o encarecimento rápido nas bombas tem raízes fora do Brasil. O documento oficial de notificação entregue pelo Procon-PR cita diretamente os recentes conflitos entre os Estados Unidos e o Irã, que desestabilizaram o mercado e pressionaram o preço do barril de petróleo no mundo todo.

No entanto, o órgão estadual quer garantir que essa crise global não seja usada como desculpa para margens de lucro injustas no mercado local.

“O Procon-PR tem o dever de proteger os diretos dos consumidores paranaenses. E se empresas estão aproveitando o atual cenário para cobrar preços abusivos na venda de combustíveis, serão notificadas e responderão por seus atos.” — Valdemar Jorge, secretário de Estado da Justiça e Cidadania.

O que os donos de postos precisam provar

Os estabelecimentos que receberam a visita ou a carta do Procon-PR não podem ignorar o alerta. Eles têm um prazo de 20 dias corridos para apresentar uma defesa clara ao órgão.

Para comprovar que não estão agindo de má-fé contra o consumidor, os donos dos postos deverão entregar os seguintes dados:

  • Notas fiscais que detalhem os custos de compra de combustível nas distribuidoras desde o dia 20 de fevereiro.
  • Documentos que comprovem os preços de venda à vista que foram cobrados do público final no mesmo período.
  • A data exata em que o repasse da isenção de impostos federais foi efetivamente aplicado nas bombas.
  • Uma justificativa plausível e matemática para o aumento registrado na Gasolina Comum, no Etanol e no Diesel (S10 e S500).

Punições duras para quem descumprir a lei

As regras da Constituição Federal e do Código de Defesa do Consumidor (CDC) garantem a livre concorrência, mas punem excessos.

Segundo o Procon-PR, se o responsável pelo posto não entregar a documentação exigida, a atitude configura crime de desobediência (previsto no Código Penal). Além disso, o estabelecimento infrator pode sofrer multas pesadas e até mesmo ter o fornecimento de combustíveis suspenso temporariamente.

Como o consumidor pode se proteger

A melhor ferramenta contra a cobrança abusiva é a pesquisa e o boicote a quem age de forma injusta. A coordenadora do Procon-PR reforça que a população é a principal fiscal do mercado no dia a dia.

“Por isso estamos fazendo essas notificações, e nossa orientação é para que os consumidores também fiquem atentos, não aceitem essa prática, pesquisem preços e busquem postos que cobrem valores adequados.” — Claudia Silvano, coordenadora do Procon-PR.

Procon faz operação contra alta abusiva do diesel e da gasolina no Paraná
(Foto: Gabriel Gois)

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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