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Rastro de destruição: vendaval destelha mais de 500 imóveis e deixa cidade do Rio Grande do Sul no escuro

(Foto: Beatriz Gonçalves Pereira)

Rastro de destruição: vendaval destelha mais de 500 imóveis e deixa cidade do Rio Grande do Sul no escuro


Temporal que atingiu o noroeste gaúcho afetou cerca de 2 mil pessoas em Palmeira das Missões; prefeitura avalia decretar situação de emergência após noite de caos.

O clima voltou a castigar o Rio Grande do Sul. Entre a noite de quinta-feira (19) e a madrugada desta sexta (20), fortes tempestades atingiram diversas regiões do estado. O epicentro dos estragos foi o município de Palmeira das Missões, no noroeste gaúcho, que foi varrido por um vendaval com rajadas de até 65 km/h.

O cenário na cidade é de reconstrução. O vento violento destelhou residências, prédios públicos e ginásios esportivos. Um levantamento preliminar da prefeitura aponta que mais de 500 imóveis sofreram danos estruturais diretos, afetando a rotina de aproximadamente 2 mil moradores.

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Caos na infraestrutura e apagão

Além dos destelhamentos, a força da tempestade derrubou árvores e galhos de grande porte, bloqueando vias e dificultando o deslocamento das equipes de resgate e dos próprios moradores na manhã desta sexta-feira.

A cidade também enfrentou um apagão. Palmeira das Missões passou grande parte da noite às escuras e com o serviço telefônico interrompido. A falta de energia forçou a Polícia Militar (Brigada Militar) a redobrar as rondas ostensivas nas ruas para garantir a segurança da população. Até o início da manhã de hoje, o fornecimento elétrico ainda não havia sido totalmente normalizado.

Força-tarefa e Situação de Emergência

Para acelerar o socorro, a prefeitura montou um gabinete de gestão de crise envolvendo a Defesa Civil municipal, o Corpo de Bombeiros e a Brigada Militar. Uma das primeiras ações foi a distribuição emergencial de lonas para as famílias que tiveram suas casas descobertas.

O balanço até o momento indica que:

  • A prefeitura estuda decretar situação de emergência para agilizar a liberação de recursos.
  • Ainda não há um número exato de desalojados (pessoas que precisaram sair de casa).
  • Não há registro oficial de desabrigados (pessoas que dependem de abrigos públicos), pois as vítimas buscaram refúgio temporário na casa de parentes e amigos.

A Defesa Civil estadual enviou coordenadores regionais à cidade e acionou a concessionária CPFL RGE, cobrando o restabelecimento imediato da energia elétrica.

Chuva volumosa na fronteira

O mau tempo não se restringiu ao noroeste. A Defesa Civil do RS também monitora altos volumes de precipitação no sudoeste do estado, na fronteira com a Argentina. Em apenas 24 horas, choveu 76,4 milímetros em Uruguaiana e 54,5 milímetros em Herval.

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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