(Foto: Canva)
Recebeu ameaça de facção por mensagem? PCPR alerta: é golpe; Saiba o que fazer
Orientação é não responder, não fazer pagamentos, bloquear o número e registrar boletim de ocorrência; criminosos usam dados vazados na internet para tornar a coação mais convincente.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está emitindo um alerta urgente à população sobre uma nova modalidade de golpe que tem se espalhado por aplicativos de mensagem. Criminosos, se passando por membros de facções, enviam ameaças de morte a cidadãos e empresários, exigindo transferências via Pix para evitar supostos ataques. A polícia, no entanto, é categórica: na grande maioria dos casos, trata-se de um blefe para extorquir dinheiro, e a principal recomendação é não ceder ao pânico.
Como funciona o golpe da falsa ameaça
Os golpistas utilizam perfis falsos, geralmente com números de telefone de outros estados, e disparam mensagens em massa. Para dar um ar de veracidade à ameaça, eles enviam áudios, vídeos e fotos de armas retirados da internet. O ponto crucial do golpe é o uso de informações pessoais da vítima, como nome completo, CPF e local de trabalho, obtidas em vazamentos de dados na internet. “Os golpistas combinam essas informações para tentar enganar seus alvos e tornar a história mais convincente”, explica o delegado Thiago Lima.
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Recebeu a ameaça? Guia passo a passo do que fazer
A orientação da Polícia Civil é clara e deve ser seguida à risca para garantir sua segurança e não cair no golpe. Se você receber uma mensagem desse tipo:
- Não Responda e Não Pague: Jamais inicie uma conversa com o criminoso e, sob nenhuma hipótese, realize qualquer tipo of pagamento. Segundo a polícia, uma resposta pode gerar novas ameaças.
- Registre Tudo: Antes de qualquer outra ação, faça capturas de tela (prints) de toda a conversa, mostrando o número de telefone e as ameaças recebidas.
- Bloqueie Imediatamente: Após salvar as provas, bloqueie o número no seu aplicativo de mensagens para cessar o contato.
- Procure a Polícia: Com os prints em mãos, registre um Boletim de Ocorrência. Isso pode ser feito na delegacia mais próxima ou, em muitos casos, pela Delegacia Eletrônica da PCPR. O registro é fundamental para a investigação.
A melhor defesa é a prevenção: cuidados nas redes sociais
Os criminosos frequentemente vasculham as redes sociais em busca de informações para tornar suas ameaças mais críveis. Por isso, a PCPR reforça a importância da prevenção e da “higiene digital”:
- Mantenha seus perfis privados: Restrinja o acesso às suas publicações apenas para amigos e pessoas de confiança.
- Evite postar informações sensíveis: Dados como local de trabalho, escola dos filhos, rotinas e fotos com uniformes devem ser evitados em perfis abertos, pois podem ser usados por golpistas.

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Civil do Paraná
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