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Sanepar elimina 100% da geosmina e restabelece sabor e odor da água em Ponta Grossa

Tratamento conseguiu remover totalmente a substância

A Sanepar confirmou que as otimizações no processo da Estação de Tratamento de Água (ETA) em Ponta Grossa eliminaram integralmente a presença de geosmina — composto responsável pelo aroma e gosto terroso sentidos por parte dos consumidores. Desde domingo (1º), as análises internas indicam remoção total da substância durante o tratamento, devolvendo à água distribuída as características sensoriais habituais.

A superintendente da Sanepar na Região Sudeste, Simone Alvarenga de Campos, ressaltou o foco da operação: “Nossa prioridade absoluta é a estabilidade do sistema. Com as medidas que tomamos, os monitoramentos indicam que a crise da floração de algas foi vencida pela nossa operação técnica. A população sempre pode ter a segurança de que a água que sai da ETA permanece com qualidade”.

Hiperfloração sem precedentes elevou geosmina a níveis excepcionais

O episódio teve origem na hiperfloração de cianobactérias na Represa de Alagados, intensificada por forte insolação e estiagem na bacia hidrográfica. Segundo a bioquímica Cynthia Malaghini, gerente de Avaliação de Conformidades da Sanepar, os índices de cianobactérias chegaram a quase 300 mil células, ante volumes históricos entre 100 mil e 150 mil — um salto que dobrou a concentração de geosmina em relação a crises anteriores registradas em outros estados.

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Cynthia explica a sensibilidade humana à substância: “Há pessoas que conseguem sentir o cheiro e o gosto de terra em uma concentração de 1 nanograma por litro. Por isso, mesmo com a água dentro dos parâmetros de potabilidade, alguns consumidores puderam perceber alteração, que agora foi totalmente eliminada no processo de tratamento”.

Medidas operacionais adotadas no curto prazo

Para controlar o problema a Sanepar implementou estratégias operacionais: aplicação de carvão ativado nas captações, com ajuste no ponto de inserção; dosagem rigorosa de dióxido de cloro; e redução temporária da captação na Represa de Alagados, que passou de 28% para 12% nos momentos mais críticos. Essas ações foram determinantes para reduzir a carga de geosmina que chegava à ETA.

Investimentos e soluções para segurança hídrica

Além da resposta imediata, a companhia contratou consultoria especializada para aperfeiçoar processos e iniciar diagnóstico aprofundado. Está prevista a perfuração de seis novos poços em diferentes regiões de Ponta Grossa para diversificar fontes de abastecimento e diminuir dependência da represa.

Entre as iniciativas em estudo está a viabilização, em parceria com o Instituto Água e Terra (IAT), de uma tecnologia canadense que emite ondas eletromagnéticas de baixa potência na represa, com o objetivo de controlar florações e reduzir riscos biológicos.

Articulação regional e preservação da bacia

A Sanepar também coordena uma ação conjunta com órgãos como IDR, Simepar, IAT e Adapar para implementar o Plano de Segurança da Água, voltado à gestão de riscos e à conservação da bacia hidrográfica. O diagnóstico vem sendo elaborado há um ano e a próxima etapa prevê a participação da sociedade civil, conselhos municipais e usuários nos municípios de Ponta Grossa, Carambeí e Castro.

Com medidas imediatas de tratamento e um pacote de ações estruturantes, a companhia diz trabalhar para reduzir a probabilidade de novas oscilações climáticas ou biológicas que possam comprometer a qualidade percebida da água.


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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