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Solidariedade em meio à crise: México envia navios com 1,2 mil toneladas de comida para Cuba

(Foto: Norlys Perez)

Solidariedade em meio à crise: México envia navios com 1,2 mil toneladas de comida para Cuba


Embarcações partiram de Veracruz nesta terça-feira (24); governo de Claudia Sheinbaum mantém envio de alimentos, mas recua no fornecimento de petróleo após ameaças de sanções de Washington.

A diplomacia mexicana deu mais um passo em sua ofensiva de ajuda humanitária no Caribe. Nesta terça-feira (24), o Ministério dos Negócios Estrangeiros do México anunciou o envio de um segundo grande pacote de suprimentos para Cuba, país que atravessa uma de suas mais severas crises econômicas, fortemente agravada pelo recente bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos.

Os navios da Marinha mexicana, Papalopan e Huasteco, partiram do Porto de Veracruz carregados com quase 1.200 toneladas de mantimentos essenciais destinados à população civil cubana. A viagem marítima até Havana tem duração estimada de quatro dias.

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A logística da operação exigiu a mobilização de mais de 350 militares da força naval, além de guindastes e empilhadeiras pesadas. Este é o segundo envio apenas neste mês; no último dia 12, a diplomacia já havia confirmado a chegada de outras 814 toneladas de produtos à ilha.

O que os navios estão levando?

A carga foi dividida entre as duas embarcações logísticas para suprir necessidades básicas e urgentes dos cubanos:

  • Navio Papaloapan (Carga principal): Transporta 1.078 toneladas, compostas majoritariamente por feijão e leite em pó.
  • Navio Huasteco: Leva 92 toneladas de feijão e 23 toneladas de “alimentos diversos”. Essa cota menor foi arrecadada por organizações sociais da Cidade do México, demonstrando o engajamento da sociedade civil na campanha de socorro.

O recuo no petróleo e o peso dos EUA

Apesar da forte demonstração de solidariedade com alimentos, o governo mexicano precisou pisar no freio em outra área vital para Cuba: a energia. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, foi categórica ao afirmar que o país manterá o apoio com comida, mas não enviará petróleo.

O recuo é uma aparente resposta direta a Washington. O governo dos EUA ameaçou aplicar pesadas tarifas comerciais aos países que exportarem petróleo para a ilha caribenha. A medida atinge em cheio uma relação comercial que vinha crescendo: ao longo de 2025, o México havia exportado mais de US$ 609 milhões em petróleo para Cuba (cerca de 1% da produção da estatal mexicana Pemex), um aumento de 10,6% em relação a 2024.

Possível ponte diplomática

Mesmo cedendo à pressão energética norte-americana, Claudia Sheinbaum indicou que o México está disposto a atuar como um mediador. A presidente afirmou que existem conversas preliminares para avaliar se o governo mexicano pode facilitar um novo canal de diálogo entre os Estados Unidos e Cuba.

A chancelaria mexicana enquadrou as doações atuais em sua histórica “tradição de solidariedade” com a América Latina, lembrando que o país atua ativamente no socorro a desastres naturais não apenas na região, mas também em território americano (como nos recentes incêndios na Califórnia e inundações no Texas) e em nações sul-americanas, como o Chile.

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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