Retorno de Luís Melo aos Palcos Paranaenses em Drama Universal
Na próxima sexta-feira, 13 de março, o Teatro José Maria Santos será palco da estreia nacional de “Conto de Farida”. Com dramaturgia de Luci Collin e direção de Eduardo Ramos, a peça marca o aguardado retorno do renomado ator Luís Melo aos palcos paranaenses.
O espetáculo mergulha nos profundos impactos da guerra e do exílio, utilizando a narrativa de uma família como fio condutor para explorar as diversas diásporas contemporâneas. A temporada oferece entrada gratuita e inclui sessões com recursos de acessibilidade.
A Urgência da Realidade em Cena: A Família Farah e o Exílio Forçado
Produzido pela Cardume Cultural e realizado pela AP da 13, “Conto de Farida” transforma em arte uma realidade global urgente.
A trajetória da família Farah, retratada na peça, ecoa a experiência de milhões de pessoas forçadas a abandonar seus lares em decorrência de conflitos e perseguições. O espetáculo lança luz sobre as escolhas extremas entre partir ou permanecer, preservar a memória ou lutar por um futuro incerto.
Direção de Eduardo Ramos: Um Espaço de Escuta e Testemunho
Segundo o diretor Eduardo Ramos, a obra acompanha uma família síria dilacerada pela guerra. “Entre silêncios, despedidas e gestos de resistência, a cena se constrói como espaço de escuta e testemunho, encontrando lugares possíveis de existir, em um cenário onde a humanidade deixou de existir”, explica Ramos.
A encenação busca criar um ambiente onde o público possa testemunhar e refletir sobre as complexidades do deslocamento forçado.
Inspiração Visual e Narrativa: Do Pulitzer à Vivência Síríaca no Brasil
A referência visual para a encenação é a exposição “Farida – Um Conto Sírio”, do fotógrafo brasileiro Maurício Lima, vencedor do Prêmio Pulitzer em 2016. Lima documentou a fuga de uma família de Alepo por 51 dias.
Essa inspiração se articula diretamente com os relatos reais dos artistas sírios Abed Tokmaji, Myria Tokmaji e Lucia Loxca, que vivem no Brasil há 12 anos. Suas vivências do exílio enriquecem a dramaturgia, conferindo autenticidade e profundidade à narrativa.
Elenco e Elementos Cênicos: Tensão e Memória no Palco
No palco, Luís Melo interpreta Khaled Farah, o patriarca, ao lado de Mayra Fernandes (Aisha), Ciliane Vendruscolo (Qamar) e Camila Ferrão (Jamile). O elenco dá voz às diferentes perspectivas de uma família fragmentada pelo conflito.
A cenografia de Fernando Marés, com tons acinzentados e planos irregulares, evoca os escombros da guerra e a incerteza da travessia. O desenho de luz de Beto Bruel e Lucas Amado, e a trilha sonora executada ao vivo por músicos sírios como Abed Tokmaji e Lucia Loxca, com instrumentos tradicionais, intensificam a atmosfera de urgência e imersão.
Parceria e Legado: O Compromisso com a Arte e a Memória
Luís Melo expressa sua emoção em retornar a uma produção curitibana que une história, música e memória humana.
“É um trabalho que acredito que, daqui a muitos anos, será lembrado, pois valoriza a pesquisa, a qualidade e a autenticidade do coletivo”, afirma o ator, destacando o comprometimento dos grupos que desenvolvem processos contínuos com cuidado.
A parceria com a AP da 13 se fortaleceu durante a pandemia, culminando no convite para que Melo atue como curador do festival Novos Olhares em 2025.
Acessibilidade e Formação: Oficina Gratuita Complementa a Experiência
A temporada de “Conto de Farida” é gratuita e conta com sessões especiais de acessibilidade. No dia 14 e 21 de março (sábados, às 20h), haverá Libras, e no dia 20 de março (sexta-feira, às 20h), audiodescrição.
Além das apresentações, o projeto oferece a oficina gratuita de dramaturgia depoimental “Corpo em Guerra: Possíveis Caminhos para Além do Êxodo”, ministrada por Eduardo Ramos. As inscrições serão divulgadas no Instagram @apedatreze.
Serviço Completo:
“Conto de Farida”
Apresentações: 13 a 15, 18 a 22, 24 a 26 de março de 2026
Horários: Terça a sexta, às 20h; Sábado, às 17h e 20h; Domingo, às 11h e 16h
Local: Teatro José Maria Santos
Duração: 1h20
Classificação etária: 14 anos
Sessões com Libras: 14 e 21 de março (sábados, às 20h)
Sessão com audiodescrição: 20 de março (sexta, às 20h)
Entrada: Gratuita (retirada uma hora antes na bilheteria do teatro)
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