Tensão máxima: Rússia lança míssil hipersônico contra a Ucrânia em “retaliação” e Zelensky cobra reação dos EUA

Tensão máxima: Rússia lança míssil hipersônico contra a Ucrânia em "retaliação" e Zelensky cobra reação dos EUA

(Foto: Valentyn Ogyrenko)

Tensão máxima: Rússia lança míssil hipersônico contra a Ucrânia em “retaliação” e Zelensky cobra reação dos EUA


Moscou alega ter mirado fábrica de drones após suposta tentativa de ataque à casa de Putin; Kiev confirma mortes e denuncia bombardeio com 242 drones.

A guerra na Ucrânia sofreu uma grave escalada de violência entre a noite de quinta-feira (8) e a madrugada desta sexta-feira (9). Mesmo em meio a rodadas de negociações para um possível acordo de paz, a Rússia realizou um ataque combinado massivo, utilizando pela segunda vez em todo o conflito o temido míssil hipersônico de médio alcance Oreshnik.

O bombardeio atingiu a capital, Kiev, e outras regiões estratégicas. Segundo o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, a ofensiva russa não economizou poder de fogo: foram detectados no radar 242 drones, além de 22 mísseis de cruzeiro e 13 mísseis balísticos.

Até o momento, o governo ucraniano confirmou quatro mortes em Kiev e dezenas de feridos, alegando que prédios residenciais foram atingidos.

Oreshnik: A arma “invencível”

O uso do Oreshnik carrega um forte simbolismo de força. Capaz de atingir dez vezes a velocidade do som, o projétil é considerado uma das armas mais avançadas do arsenal do Kremlin e, teoricamente, pode transportar ogivas nucleares — embora neste ataque tenha sido usado com carga convencional. Esta foi apenas a segunda vez que Moscou utilizou esse armamento contra o vizinho (a primeira foi no fim de 2024).

Motivação: A suposta casa de Putin

O Ministério da Defesa da Rússia justificou a agressividade do ataque como uma “retaliação”. Segundo a imprensa oficial russa, a ação foi uma resposta a uma suposta tentativa da Ucrânia de atacar uma das residências do presidente Vladimir Putin com um drone no mês passado. Kiev nega veementemente ter mirado a casa do líder russo.

Em comunicado, Moscou afirmou que “os alvos do ataque foram atingidos com sucesso”. A versão russa diz que foram destruídas infraestruturas de energia e uma fábrica responsável por produzir os drones que teriam sido usados contra Putin.

Apelo aos Estados Unidos

A reação de Volodymyr Zelensky foi imediata e direcionada ao Ocidente. Nas redes sociais, o líder ucraniano pediu uma postura firme da comunidade internacional, citando especificamente a Casa Branca.

“É necessária uma reação clara do mundo. Acima de tudo, dos Estados Unidos, cujos sinais a Rússia realmente leva em consideração”, declarou Zelensky.

Ele completou com um alerta sobre o futuro das negociações: “A Rússia precisa receber sinais de que é sua obrigação se concentrar na diplomacia e precisa sentir as consequências cada vez que se concentra novamente em assassinatos e na destruição de infraestrutura.”

Tensão máxima: Rússia lança míssil hipersônico contra a Ucrânia em "retaliação" e Zelensky cobra reação dos EUA
(Foto: Nina Liashonok)

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.

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