(Foto: Divulgação Reuters)
Tensão no Oriente Médio: ataques aéreos de Israel matam 11 em Gaza e ameaçam cessar-fogo às vésperas de reunião com Trump
Enquanto Israel alega resposta a violações do Hamas na ‘Linha Amarela’, palestinos denunciam novo massacre de civis; Conselho de Paz se reúne nesta quinta-feira.
O domingo (15) foi marcado por novos bombardeios na Faixa de Gaza, colocando em risco o frágil acordo de trégua na região. Ataques aéreos israelenses deixaram ao menos 11 palestinos mortos, segundo autoridades locais de saúde.
A ofensiva ocorre em um momento diplomático delicado, apenas quatro dias antes da primeira reunião do Conselho Internacional de Paz, convocada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tentar estabilizar o conflito.
Onde foram os ataques?
Os bombardeios atingiram diferentes pontos do território palestino:
- Khan Younis (Sul): Cinco pessoas morreram.
- Acampamento de deslocados: Um ataque aéreo vitimou quatro pessoas de famílias que já haviam deixado suas casas.
- Cidade de Gaza (Norte): Uma pessoa foi morta a tiros e um ataque aéreo visou um suposto comandante da Jihad Islâmica no bairro de Tel Al-Hawa.
“Nas últimas horas, as Forças de Defesa de Israel (IDF) começaram a atacar em resposta à violação flagrante do acordo de cessar-fogo pelo Hamas na área de Beit Hanoun”, justificou um oficial militar israelense.
A disputa da “Linha Amarela”
O estopim para a nova escalada de violência gira em torno da chamada “Linha Amarela”, uma demarcação acordada no cessar-fogo para separar as áreas controladas por Israel das áreas do Hamas.
Israel acusa militantes do Hamas de saírem armados de um túnel no lado israelense dessa linha, o que configuraria uma violação grave. Por outro lado, o porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, classificou a ação israelense como um “novo massacre” contra civis e pediu intervenção internacional.
O plano de Trump e o custo da guerra
A troca de acusações acontece às vésperas de uma data chave. Na próxima quinta-feira (19), Washington sediará a reunião do Conselho de Paz. A expectativa é que Donald Trump anuncie um plano de reconstrução bilionário para Gaza e detalhe a criação de uma força de estabilização da ONU.
O conflito, que se estende desde os ataques de 7 de outubro de 2023, já deixou marcas profundas:
- Mortos em Israel (início da guerra): Mais de 1.200.
- Mortos em Gaza (total): Mais de 72.000 pessoas, segundo o Ministério da Saúde palestino.
- Pós-cessar-fogo: Palestinos alegam 600 mortes por tiros israelenses durante a trégua; Israel contabiliza quatro soldados mortos no mesmo período.
Com informações de Agência Brasil
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