Bloco ocidental condena ataques iranianos e defende o Estreito de Ormuz. Em contrapartida, presidente do Irã pede fim de agressões de EUA e Israel e propõe pacto regional de segurança.
A escalada do conflito no Oriente Médio colocou potências globais e economias emergentes no centro de uma intensa disputa diplomática e estratégica neste fim de semana. De um lado, o G7 se mobiliza para garantir o fornecimento internacional de energia; do outro, o Irã busca o apoio do bloco Brics para frear as operações dos Estados Unidos e de Israel na região.
G7 condena o Irã e defende rotas marítimas vitais
Os ministros das Relações Exteriores do Grupo dos Sete (G7) divulgaram um comunicado neste sábado (21) afirmando que o bloco está pronto para tomar as medidas necessárias a fim de apoiar o fornecimento global de energia. A declaração reafirma a importância crítica de proteger as rotas marítimas, incluindo o Estreito de Ormuz, um dos principais gargalos logísticos do petróleo no mundo.
O grupo — formado por Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido, Estados Unidos e União Europeia — adotou um tom duro contra o governo de Teerã.
“Expressamos apoio aos nossos parceiros na região diante dos ataques injustificáveis da República Islâmica do Irã e de seus representantes. Condenamos com veemência os ataques imprudentes do regime contra civis e infraestrutura civil, incluindo a infraestrutura de energia”.
Irã pede intervenção do Brics e fim das agressões
Em resposta ao cenário de guerra, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, defendeu neste sábado (21) uma “cessação imediata” do que classificou como uma agressão praticada pelos EUA e por Israel, com o objetivo de acabar com o conflito regional mais amplo.
A informação foi publicada no X (antigo Twitter) pela embaixada do Irã na Índia, logo após uma conversa telefônica entre Pezeshkian e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.
Durante a ligação, o líder iraniano delineou suas exigências e propostas para a região:
- Afirmou a Modi que devem existir garantias para evitar a recorrência de agressões semelhantes no futuro.
- Apelou para que o bloco Brics, formado por economias emergentes, desempenhe um papel independente para impedir agressões contra o Irã.
- Propôs a criação de uma estrutura de segurança regional composta por países da Ásia Ocidental para garantir a paz sem qualquer interferência estrangeira.
A posição da Índia no conflito
O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, também utilizou o X neste sábado para comentar a discussão que teve com o presidente iraniano. Modi afirmou que, durante a conversa, condenou os ataques à infraestrutura crítica no Oriente Médio.
Alinhando-se à preocupação energética global expressa pelo G7, o líder indiano reiterou a importância de proteger a liberdade de navegação na região, assegurando que as rotas marítimas permaneçam abertas e seguras.
Com informações de Agência Brasil
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