(Foto: Jonathan Campos)
Tilápia paranaense conquista o mundo: exportação de pescados atinge US$ 11 milhões
O faturamento com a exportação de peixes no Paraná saltou de US$ 233,2 mil para US$ 11,150 milhões entre o primeiro quadrimestre de 2020 e 2025. O volume exportado aumentou 1.300%, atingindo 2,7 mil toneladas, com a tilápia e o mercado americano como destaques.
Nos primeiros quatro meses de 2020, a exportação de pescados no Paraná registrou um faturamento de US$ 233,2 mil. Já no mesmo período de 2025, a receita foi de US$ 11,150 milhões, mostrando um aumento de mais de 4.600% em cinco anos. Esse dado é um dos destaques do Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 15 a 21 de maio, preparado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
Esse crescimento expressivo também se evidencia no volume, já que no primeiro quadrimestre de 2025 o Paraná registrou a exportação de 2,7 mil toneladas de peixes, um aumento de 1.300% em relação aos primeiros quatros meses de 2020, quando foram registradas 187 toneladas. O volume exportado no primeiro quadrimestre de 2025 também se destaca quando comparado ao mesmo período do ano passado, no qual se observou um aumento de 43%.
No âmbito nacional, o Paraná também vem mostrando um espaço maior nas exportações de pescados nos últimos anos. Em 2020, o Estado representava pouco mais de 1% das exportações do país; em 2024, a participação subiu para 11,8%.
O analista do Deral, Edmar Gervásio, explica que o principal produto entre os pescados exportados pelo Paraná é a tilápia. “Corresponde a quase 90% de todo o volume que é exportado. E o principal mercado é o americano, que compra praticamente 90% de toda a nossa exportação”, afirma.

Destaques do boletim agropecuário
Além dos pescados, o boletim do Deral traz informações sobre outras culturas e setores importantes para o agronegócio paranaense:
- MILHO: A colheita da segunda safra de milho já começou no Paraná. Pouco mais de 16 mil dos 2,7 milhões de hectares dedicados à cultura já foram colhidos, com boas expectativas, apesar dos problemas climáticos. A tendência é que a colheita ganhe força entre junho e julho.
- CEBOLA: Ainda em maio, é previsto que se inicie pelo menos 16% dos plantios da nova safra de cebola no Paraná, em uma área inicialmente projetada em 3,1 mil hectares e uma produção de 10 mil toneladas. Em 2023, o Paraná respondeu por 6,3% da produção brasileira de cebolas. Entre 27 e 29 de maio, será realizado o Seminário Nacional da Associação Nacional dos Produtores de Cebola (Anace), em Uberlândia, Minas Gerais.
- ARROZ: O Paraná tem uma participação discreta na cultura do arroz e deve colher neste ano 136 mil toneladas, uma produção 11% menor do potencial de 153 mil toneladas. Essa redução se deve às enchentes do Rio Ivaí, que prejudicaram as lavouras pelo segundo ano consecutivo. Por outro lado, a maior oferta nacional tem puxado os preços para baixo, com a saca de arroz irrigado em casca valendo R$ 99,33 na semana passada, uma queda de 38% em relação à média de maio de 2024. No varejo, o consumidor pagou, em abril deste ano, 5% menos no arroz agulhinha e 12% menos no arroz parboilizado quando comparado ao mesmo mês do ano passado, e a tendência é de retração ainda maior.
- SUÍNOS: O boletim apresenta uma análise que mostra o que seria necessário para que o Paraná assumisse a liderança no abate nacional de suínos. Em 2016, o estado ultrapassou o Rio Grande do Sul e se tornou o segundo no ranking brasileiro, superado apenas por Santa Catarina, que em 2024 abateu 16.861.673 animais, enquanto o Paraná abateu 12.420.115 suínos, uma diferença de 4.441.558 cabeças.
- FRANGO: Segundo dados do Agrostat Brasil/Mapa, o Paraná manteve sua liderança como maior produtor e exportador de carne de frango do Brasil no 1º quadrimestre de 2025. O Estado exportou 746,4 mil toneladas, um crescimento de 7,3% em relação ao mesmo período de 2024. A receita obtida foi de US$ 1,385 bilhão, 14,6% maior do que a registrada no ano anterior. Esse aumento veio tanto do maior volume exportado quanto da valorização do preço médio da tonelada.
Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná
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