(Foto: Fabio Dias)
Tolerância zero: Polícia Civil prende 11 homens por crimes contra mulheres em ação coordenada no Paraná
Feminicídio, estupro, ameaça, cárcere privado e importunação sexual motivaram prisões em diversas regiões do estado; forças de segurança reforçam o apelo para que vítimas denunciem.
As forças de segurança do Paraná fecharam o cerco contra a violência de gênero nesta semana. Em uma sequência de operações coordenadas pela Polícia Civil (PCPR) e Polícia Militar (PMPR), 11 homens foram presos entre terça (3) e sexta-feira (6) em diferentes municípios do estado.
As detenções abrangem um espectro alarmante de crimes, desde o descumprimento de medidas protetivas até casos brutais de feminicídio e cárcere privado. As ações reforçam a política de “tolerância zero” adotada pelas autoridades paranaenses para interromper o ciclo de violência doméstica.
Feminicídio esclarecido nos Campos Gerais
O caso mais grave foi elucidado em Carambeí, onde a PCPR prendeu o suspeito de matar Júlia Batista Gonçalves, de 33 anos. O corpo da vítima foi encontrado em janeiro na Estrada do Areião.
O homem, de 59 anos, confessou o crime após ser confrontado com provas técnicas que derrubaram seu álibi. Segundo a delegada Renata Batista, ele asfixiou a companheira e depois abandonou o corpo na estrada, levando consigo o filho dela, um bebê de apenas 11 meses. A prisão temporária visa garantir o andamento do inquérito por feminicídio.
Ousadia no descumprimento de medidas
Em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, um agressor de 27 anos foi preso por desafiar a justiça de forma criativa e perversa. Mesmo proibido de contatar a ex-companheira, ele usava transferências via Pix de R$ 0,01 para enviar ameaças no comprovante bancário.
“Em um dos episódios mais graves, o suspeito enviou mensagens com xingamentos e fotos de suas partes íntimas para a vítima… afirmando que, caso fosse preso, a vítima deveria ‘rezar para que ele ficasse por bastante tempo’”, relatou o delegado Murilo Camargo.
A prisão preventiva foi decretada para garantir a integridade física da mulher.
Violência contra a mãe e cárcere privado
A brutalidade também atingiu o seio familiar em Foz do Iguaçu. Um homem de 33 anos foi preso após apedrejar a casa da própria mãe e esperá-la armado com um facão, por não aceitar o novo relacionamento dela.
Já em Campo Mourão, a Polícia Militar precisou arrombar uma residência para resgatar uma mulher mantida em cárcere privado pelo companheiro. A vítima estava trancada, sem celular e sofria agressões constantes. O homem foi localizado e preso em seu local de trabalho.
Outros casos pelo Estado
A ofensiva policial se estendeu por diversas regiões:
- Guaratuba: Homem preso em flagrante após agredir verbal e fisicamente a companheira, que precisou de intervenção de terceiros para não ser gravemente ferida.
- Cornélio Procópio: Prisão em flagrante por importunação sexual no centro da cidade; vítima foi tocada nas partes íntimas em via pública.
- Noroeste (Terra Rica e Guairaçá): Duas prisões, uma por ameaça e outra preventiva por estupro de vulnerável contra uma criança de 9 anos.
- Jacarezinho: Dois homens presos por dívidas de pensão alimentícia que somavam quase R$ 5 mil.
- Perobal e Assaí: Cumprimento de mandados de prisão definitiva por lesão corporal e descumprimento de medida protetiva.
Como denunciar e romper o ciclo
As autoridades reforçam que a denúncia é a principal ferramenta de proteção. A PCPR orienta que qualquer mulher em situação de risco procure a Delegacia da Mulher mais próxima ou utilize os canais oficiais.
Canais de Denúncia:
- Emergência (crime em andamento): Ligue 190 (Polícia Militar).
- Denúncia Anônima: Ligue 181 (Disque-Denúncia).
- Polícia Civil: Ligue 197.

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Civil do Paraná
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