Tornado no Guatupê: fenômeno destelha 350 casas e Estado envia ajuda humanitária

Tornado no Guatupê: fenômeno destelha 350 casas e Estado envia ajuda humanitária

(Foto: Reprodução)

Tornado no Guatupê: fenômeno destelha 350 casas e Estado envia ajuda humanitária


Tempestade de sábado (10) deixou rastro de destruição e dois feridos; Defesa Civil distribui 2,6 mil telhas enquanto meteorologistas usam drones para classificar o nível do desastre na Escala Fujita.

O bairro Guatupê, em São José dos Pinhais, tenta retomar a rotina neste domingo (11) após ter sido atingido por um tornado na tarde de sábado (10). O fenômeno climático deixou um saldo de destruição significativo: 350 residências foram danificadas, impactando diretamente a vida de 1.200 pessoas.

A confirmação de que se tratou de um tornado veio do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), que agora trabalha para determinar a força exata dos ventos.

O rastro do tornado

A passagem do funil de vento causou estragos típicos desse tipo de fenômeno: destelhamentos massivos, queda de árvores e interrupção no fornecimento de energia elétrica.

Segundo o balanço atualizado da Defesa Civil Estadual:

  • Atingidos: 1.200 pessoas.
  • Feridos: Duas pessoas tiveram ferimentos leves e foram encaminhadas para atendimento de saúde.
  • Desalojados: Moradores de duas casas precisaram sair e estão abrigados na casa de familiares.

Investigação: Qual foi a força do vento?

Desde a manhã deste domingo, meteorologistas do Simepar e uma equipe de Geointeligência estão em campo no Guatupê. O objetivo é classificar o tornado dentro da Escala Fujita (que vai do nível F0 ao F5).

O trabalho é minucioso e envolve:

  1. Tecnologia: Sobrevoo da área com drones equipados com sensores.
  2. Análise de Solo: Medição da distância em que objetos foram arremessados e análise da torção de árvores e metais.
  3. Entrevistas: Relatos de moradores sobre o barulho e o visual da nuvem.

“Dessa forma é possível fazer a identificação se os dados realmente estão associados ao tornado, bem como classificá-lo”, explica o meteorologista Leonardo Furlan. A comparação técnica está sendo feita com o tornado F4 que atingiu Rio Bonito do Iguaçu em novembro passado, embora ainda não se saiba se o evento de São José teve a mesma magnitude.

Ajuda Humanitária Imediata

Para minimizar o sofrimento das famílias que tiveram seus tetos arrancados, a Defesa Civil do Paraná agiu rápido. Na manhã deste domingo, um carregamento com 2.600 telhas foi entregue no município.

Anteriormente, 310 metros de lona já haviam sido distribuídos para a proteção emergencial dos móveis. “Essa carga vai auxiliar as famílias mais afetadas, ajudando para que a população possa se restabelecer o mais rápido possível”, afirmou Marcos Vidal, da Defesa Civil Estadual.

O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil Municipal seguem monitorando a área e auxiliando na desobstrução de vias e corte de árvores caídas.

Serviço: Como receber alertas de tempestades

A Defesa Civil reforça a importância de estar cadastrado para receber avisos de eventos severos no celular. O serviço é gratuito:

Via WhatsApp: Cadastre o número (61) 2034-4611 e interaja enviando um “Oi” para iniciar o cadastro.

Via SMS: Envie uma mensagem de texto com o número do seu CEP para 40199.

Tornado no Guatupê: fenômeno destelha 350 casas e Estado envia ajuda humanitária
(Foto: Defesa Civil)

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.

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