(Foto: Canva)
Tragédia na Suíça: explosão em festa de Ano Novo deixa cerca de 40 mortos e 100 feridos
Incidente destruiu bar lotado na sofisticada estação de esqui de Crans-Montana; autoridades investigam uso de fogos de artifício e descartam terrorismo.
O mundo amanheceu de luto neste primeiro dia de 2026. O que deveria ser uma celebração de alegria se transformou em pesadelo na Suíça. Uma forte explosão destruiu um bar lotado durante uma festa de Réveillon na famosa estação de esqui de Crans-Montana, no sudoeste do país.
As informações preliminares são devastadoras: cerca de 40 pessoas morreram e outras 100 ficaram feridas, a maioria em estado grave. O incidente chocou a comunidade internacional e mobilizou uma gigantesca operação de resgate nos Alpes Suíços.
O momento da explosão
O relógio marcava 1h30 da manhã (horário local) desta quinta-feira (1º) quando o incêndio começou no bar chamado “Le Constellation”. O local estava repleto de turistas e moradores celebrando a virada do ano.
Segundo relatos, o fogo foi seguido por uma explosão que devastou a estrutura. “Não posso esconder de vocês que estamos todos abalados com o que aconteceu durante a noite em Crans”, desabafou Frederic Gisler, chefe de polícia do cantão de Valais, em coletiva de imprensa.
Investigação aponta para acidente com fogos
O medo de um atentado terrorista foi a primeira reação, mas as autoridades suíças agiram rápido para acalmar os ânimos quanto à motivação. A promotora Beatrice Pilloud afirmou que, no momento, a linha de investigação é de acidente.
“Estamos considerando que foi um incêndio e não estamos considerando a possibilidade de um ataque”, disse ela. O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, foi mais específico sobre a possível causa: “Parece ter sido um acidente causado por um incêndio, por alguma explosão, por alguma bombinha lançada durante as comemorações do ano novo”.
Vítimas de várias nacionalidades
Por ser um destino turístico de luxo, Crans-Montana recebia visitantes de diversos lugares. Stephane Ganzer, chefe de segurança local, confirmou que há estrangeiros entre as vítimas. O Ministério das Relações Exteriores da Itália indicou o número de 40 mortos, embora a polícia suíça tenha evitado confirmar o número exato oficialmente enquanto trabalha na perícia.
A prioridade agora é a identificação dos corpos. “Muitos recursos foram investidos na perícia. O objetivo é entregar os corpos às famílias o mais rápido possível”, explicou a promotora.
Operação de guerra para salvar vidas
A gravidade da situação exigiu uma resposta massiva dos serviços de emergência. Uma zona de exclusão aérea foi imposta sobre a região para facilitar o trabalho das equipes de resgate.
A estrutura mobilizada incluiu:
- 10 helicópteros de resgate;
- 40 ambulâncias;
- Equipes médicas de quatro cidades diferentes.
Os feridos foram transferidos às pressas para hospitais em Sion, Lausanne, Genebra e Zurique, onde muitos lutam pela vida devido à gravidade das queimaduras e ferimentos.
Luto oficial na Suíça
O presidente federal suíço, Guy Parmelin, usou as redes sociais para expressar a dor da nação. “O que era para ser um momento de alegria se transformou, no primeiro dia do ano em Crans-Montana, em um luto que atinge todo o país e muito além”, escreveu.
Uma linha telefônica de emergência foi aberta para dar suporte aos parentes das vítimas, que aguardam notícias angustiantes neste início de ano.

Com informações de Agência Brasil
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