(Foto: Lina Niashonok)
Ultimato em Genebra: sob pressão de Trump, Ucrânia e Rússia iniciam negociações de paz focadas em divisão territorial
Enviados dos EUA lideram mediação na Suíça enquanto Moscou exige entrega total de Donetsk e Zelensky denuncia ataques à rede elétrica de Odessa.
O futuro da fronteira mais instável da Europa está sendo desenhado nesta terça-feira (17), em Genebra. Negociadores da Ucrânia e da Rússia deram início a uma rodada de dois dias de conversações mediadas pelos Estados Unidos, marcadas por um clima de “tudo ou nada”.
O presidente norte-americano, Donald Trump, elevou o tom e pressionou publicamente Kiev a aceitar um acordo rápido, enquanto o Kremlin mantém a exigência de controle total sobre territórios do leste ucraniano.
A pressão da Casa Branca
A bordo do Air Force One, Trump foi direto ao ser questionado sobre suas expectativas para o encontro na Suíça. “Vai ser muito fácil. Quero dizer, vejam, até agora, é melhor a Ucrânia se sentar à mesa rapidamente. É tudo o que tenho a dizer”, disparou o presidente, sinalizando que a paciência de Washington para o financiamento do conflito pode estar no fim.
Os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner (genro de Trump) representam o governo nas negociações. Numa demonstração de malabarismo diplomático, a dupla participou de conversas indiretas com autoridades iranianas pela manhã, na mesma cidade, antes de cruzar Genebra para mediar o conflito europeu.
O impasse: Território x Soberania
O ponto central da discórdia é a região de Donetsk. A Rússia exige que a Ucrânia ceda oficialmente os 20% restantes da província que as tropas de Moscou ainda não conseguiram capturar militarmente. Kiev, até o momento, recusa-se a entregar soberania sobre essas áreas.
Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, afirmou que a pauta desta vez é ampla: “As principais questões dizem respeito tanto aos territórios quanto a tudo o mais relacionado às exigências que apresentamos”.
Do lado ucraniano, o negociador Rustem Umerov tentou baixar a temperatura, afirmando no X (antigo Twitter) que o foco seriam “questões de segurança e humanitárias”. “Estamos trabalhando de forma construtiva, focados e sem expectativas excessivas”, escreveu.
Bombardeios durante a diplomacia
Enquanto os diplomatas apertavam as mãos (ou não) em Genebra, mísseis russos caiam sobre o sul da Ucrânia. Ataques aéreos pesados durante a noite devastaram a rede elétrica da cidade portuária de Odessa.
Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o ataque deixou dezenas de milhares de pessoas sem aquecimento e água em pleno inverno. Zelensky usou o episódio para pedir aos aliados ocidentais um acordo de paz “real e justo”, cobrando sanções mais duras em vez de concessões territoriais.
Com informações de Agência Brasil
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