Vai alugar na praia? Veja o check-list da Polícia Civil para evitar prejuízos

Vai alugar na praia? Veja o check-list da Polícia Civil para evitar prejuízos

(Foto: Geraldo Bubniak)

Vai alugar na praia? Veja o check-list da Polícia Civil para evitar prejuízos


Preços muito abaixo do mercado e pressão para fechar negócio rápido são iscas usadas por criminosos; delegado explica que jamais se deve negociar fora das plataformas oficiais.

Janeiro é o mês mais quente para o turismo no Litoral, e a alta procura por casas e apartamentos na praia atrai não apenas veranistas, mas também criminosos. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) emitiu um alerta neste fim de semana sobre o aumento de golpes envolvendo o aluguel de temporada.

A tática é antiga, mas foi aprimorada: estelionatários “clonam” anúncios verdadeiros (copiam fotos e descrições de imóveis reais) e os republicam em redes sociais ou sites de classificados com valores muito atrativos para fisgar quem busca economia de última hora.

A isca: “Bom, bonito e barato”

O principal chamariz é o preço. Os golpistas oferecem imóveis de alto padrão por valores irrealistas. Segundo o delegado Thiago Andrade, o golpe se concretiza quando o criminoso convence a vítima a sair da plataforma de segurança (como Airbnb ou Booking) para negociar diretamente por WhatsApp ou telefone, prometendo descontos.

Regra de Ouro: Jamais faça pagamentos ou negociações fora do sistema da plataforma oficial de locação. O ambiente externo não oferece garantias nem reembolso.

Sinais de Alerta e Engenharia Social

A polícia destaca que o golpe não tem rosto, mas tem método. Fique atento a estes sinais:

  • Senso de Urgência: O suposto locador pressiona para fechar logo, dizendo que “tem outra família interessada” ou que a promoção acaba em instantes. Essa pressa visa impedir que a vítima pense ou cheqeue os dados.
  • Perfil Recente: Contas novas no Facebook/OLX ou sem avaliações de outros usuários.
  • Conta Bancária Divergente: O nome do titular da chave Pix é diferente do nome da pessoa que está negociando.

Como checar antes de pagar: Faça uma busca reversa de imagem no Google. Salve a foto do imóvel e pesquise; se a mesma imagem aparecer em anúncios de cidades diferentes ou com preços muito distintos, é golpe.

Caí no golpe, e agora?

Se você fez o Pix e percebeu que foi enganado (ou chegou no local e o imóvel não existia/já estava ocupado), a orientação é agir rápido:

  1. Registre o B.O.: Não é preciso ir à delegacia. Faça o Boletim de Ocorrência online no site da PCPR.
  2. Reúna Provas: Anexe ao B.O. capturas de tela (prints) das conversas, do anúncio, comprovantes de pagamento e, principalmente, a chave Pix utilizada. Isso ajuda a rastrear o destino do dinheiro.

Problemas de Consumo: Caso a casa exista, mas o locador cancelou de última hora ou cobrou taxas abusivas, o caso não é policial, mas sim cível. Nessas situações, a recomendação é acionar o Procon e a plataforma onde a reserva foi feita.

Vai alugar na praia? Veja o check-list da Polícia Civil para evitar prejuízos
(Foto: Gilson Abreu)

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Civil do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.

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