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Vigilância Sanitária emite alerta e ensina a escolher o pescado perfeito para a Semana Santa

Vigilância Sanitária emite alerta e ensina a escolher o pescado perfeito para a Semana Santa

Com o aumento do consumo nos próximos dias, atenção na hora da compra, do armazenamento e do preparo é fundamental para evitar casos graves de intoxicação alimentar.

A proximidade do feriado da Paixão de Cristo e do domingo de Páscoa muda a rotina dos supermercados e das peixarias. Com a tradição de substituir a carne vermelha, o consumo de peixes e frutos do mar dispara. Para garantir que o almoço em família não termine no hospital, a Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde emitiu um alerta com orientações cruciais para a hora da compra.

O pescado é uma proteína altamente perecível e sensível. Quando não é mantido nas condições adequadas de conservação, deteriora-se rapidamente, favorecendo a proliferação de bactérias e a produção de toxinas nocivas ao organismo.

A prova dos 5 sentidos: como identificar o peixe fresco

A nutricionista Jussara Salgado explica que não é preciso ser especialista para avaliar a qualidade do produto no balcão da peixaria. O próprio peixe dá sinais claros de que está próprio para o consumo.

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Na hora da compra, o consumidor deve fazer um “check-list” visual e tátil. As características de um pescado fresco são:

  • Carne: firme ao toque (não deve ceder ou esfarelar facilmente).
  • Escamas: brilhantes e bem aderentes à pele.
  • Olhos: salientes (ocupando toda a cavidade) e brilhantes.
  • Guelras: com coloração avermelhada intensa.
  • Odor: cheiro suave e característico de maresia.

“O consumidor deve evitar produtos com odor forte, semelhante ao de amônia, ou que não estejam devidamente refrigerados. O pescado fresco precisa estar sobre uma camada de gelo, sem contato direto, e protegido por plástico adequado. Já os congelados devem estar bem armazenados, sem sinais de descongelamento, como embalagem úmida ou amolecida.” — Jussara Salgado, nutricionista.

Armazenamento rápido e o dessalgue do bacalhau

O cuidado não termina no caixa do supermercado. A recomendação da Vigilância Sanitária é que o pescado seja levado para casa e refrigerado o mais rápido possível.

Antes de ir para a geladeira, o peixe fresco deve ser limpo (com a retirada de vísceras, escamas e resíduos) e guardado em um recipiente fechado. O consumo do alimento cru deve ocorrer em até 24 horas. Já o peixe cozido pode ser mantido por até três dias sob refrigeração.

Para quem vai preparar o tradicional bacalhau, um alerta de ouro: o processo de dessalgue deve ser feito sempre dentro da geladeira, com trocas periódicas de água, e nunca em temperatura ambiente, o que reduz drasticamente o risco de contaminação bacteriana.

Riscos de intoxicação e denúncias

A higiene na cozinha é a última barreira de proteção. Lavar bem as mãos e os utensílios, além de evitar o contato cruzado entre alimentos crus e cozidos, previne a temida intoxicação alimentar. Os sintomas de ingestão de pescado estragado incluem náuseas, vômitos, diarreia aguda e, em casos mais graves, desidratação severa que exige hospitalização.

A Vigilância Sanitária reforça que o consumidor é a principal peça na fiscalização. Ao identificar irregularidades nos pontos de venda — como freezers desligados, moscas, produtos mal conservados ou condições inadequadas de higiene —, a orientação é não comprar o produto e acionar imediatamente a vigilância sanitária do município.

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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