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Balé Teatro Guaíra estreia “Tempo de Movimento” ao som da Orquestra Sinfônica do Paraná

Balé Teatro Guaíra estreia "Tempo de Movimento" ao som da Orquestra Sinfônica do Paraná

(Foto: Vitor Dias)

Balé Teatro Guaíra estreia “Tempo de Movimento” ao som da Orquestra Sinfônica do Paraná


A abertura será com “Unwaltz – Isso não é uma valsa”, seguida de “Sospiri ou Sobre a Finitude”, nova criação do diretor do Balé Teatro Guaíra, e “Stol – uma questão de confiança”. A regência da OSP será do maestro convidado Luís Gustavo Petri.

Os palcos curitibanos se preparam para o grande encontro entre a dança contemporânea e a música clássica. O Balé Teatro Guaíra (BTG) abre oficialmente a sua temporada de 2026 com o espetáculo “Tempo de Movimento”, uma superprodução que conta com a participação ao vivo da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP).

As apresentações ocorrerão no último fim de semana de março, entre os dias 27 e 29, no tradicional Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (o Guairão). A obra propõe ao público uma imersão reflexiva, reunindo três criações coreográficas distintas que dialogam de forma poética sobre a ideia de ciclos, transformações e as permanências da vida humana.

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A potência da parceria entre o BTG e a Orquestra Sinfônica

A união dos dois maiores corpos artísticos do Estado promete ser o grande atrativo da temporada. A execução da trilha sonora ao vivo pela Orquestra Sinfônica do Paraná, sob a regência do maestro convidado Luís Gustavo Petri, eleva a complexidade e a emoção de cada movimento no palco.

“O espetáculo tem uma parceria fundamental do Balé com a Orquestra Sinfônica do Paraná, que é sempre muito exuberante. É um prazer trabalhar com música ao vivo e com uma orquestra tão talentosa. É um espetáculo com ‘E’ maiúsculo para você assistir”, destaca Luiz Fernando Bongiovanni, diretor do Balé Teatro Guaíra.

Primeiro Ato: A desconstrução da valsa em “Unwaltz”

O programa da noite é dividido em dois atos e um entreato, desenhados para conduzir o espectador por diferentes intensidades. A abertura fica por conta da obra “Unwaltz – Isso não é uma valsa”, assinada pelo renomado coreógrafo francês Mathieu Guilhaumon.

Como o próprio nome sugere, a peça revisita a rígida tradição das valsas clássicas compostas por Johann Strauss II (1825–1899), mas propõe uma ruptura. Os bailarinos apresentam novas formas de ler, interpretar e reconstruir os movimentos, trazendo frescor ao que já é considerado um clássico mundial. A obra retorna aos palcos após o enorme sucesso de público e crítica em suas apresentações de 2024.

O Entreato: “Sospiri” e a reflexão sobre a finitude humana

O ponto mais intimista da noite será o dueto “Sospiri ou Sobre a Finitude”, uma criação totalmente inédita do diretor Luiz Fernando Bongiovanni. Interpretada pelos talentosos bailarinos Fernanda Verardo e Leonardo Giacomini, a coreografia foi inspirada no adágio melancólico Sospiri, do compositor inglês Edward Elgar (1857–1934).

A obra é um convite à reflexão sobre os encerramentos que permeiam a jornada humana, fugindo do óbvio de associar a finitude apenas à morte. “A nossa vida é cercada de finitudes. Relacionamentos que terminam, fases que se encerram, mudanças que nos colocam em territórios ainda indefinidos. Gosto de pensar que estamos, de maneira alegórica, falando sobre coisas que acabam e recomeçam”, detalha o criador da peça.

Segundo Ato: A força de “Stol” ao som do Bolero de Ravel

Após o intervalo, as cortinas se abrem para “Stol – uma questão de confiança”, do aclamado coreógrafo brasileiro Alessandro Sousa Pereira, radicado na Dinamarca e criador do elogiado espetáculo “Castelo”.

A obra ganha uma forma coreográfica explosiva ao som do célebre e repetitivo compasso do Bolero, de Maurice Ravel (1875–1937). A peça traz um ineditismo logístico para 2026: enquanto em sua estreia (agosto de 2025) a companhia precisou se dividir entre apresentações simultâneas em Curitiba e no Teatro Bellevue (Dinamarca), desta vez, todo o elenco do BTG se reúne no mesmo palco para uma performance de força total.

Um momento de consagração: a celebração do Prêmio APCA

A abertura da temporada 2026 tem um sabor ainda mais especial para o corpo de baile. O Balé Teatro Guaíra sobe ao palco embalado por uma conquista histórica: no início deste ano, o grupo venceu o Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) na categoria Melhor Elenco pelo espetáculo “Contraponto”.

Esse reconhecimento inédito atesta a maturidade técnica e artística dos bailarinos paranaenses. “Trazemos a alegria da indicação e do recebimento do Prêmio APCA, motivo de grande honra para todos nós. Eu sinto que a gente está num momento artístico e criativo muito potente. Tenho certeza de que os que assistirem não vão se arrepender”, garante Bongiovanni.

Acesso democratizado: ingressos a partir de R$ 10

Apesar de ser uma superprodução que envolve dezenas de músicos e bailarinos de elite, o Centro Cultural Teatro Guaíra manteve a sua política de democratização do acesso à cultura de alta qualidade.

Os ingressos para o espetáculo “Tempo de Movimento” possuem valores extremamente acessíveis e começarão a ser vendidos a partir da próxima terça-feira, 17 de março. A recomendação é garantir a entrada com antecedência, dada a expectativa de casa cheia.

Serviço: Espetáculo “Tempo de Movimento”

InformaçãoDetalhe
Apresentações27 e 28 de março (Sexta e Sábado) às 20h30
29 de março (Domingo) às 18h
LocalTeatro Guaíra (Guairão) – R. Conselheiro Laurindo, 175, Centro
IngressosR$ 20 (Inteira) e R$ 10 (Meia-entrada)
VendasNa bilheteria do teatro
Classificação6 anos
Balé Teatro Guaíra estreia "Tempo de Movimento" ao som da Orquestra Sinfônica do Paraná
(Foto: Vitor Dias)

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Cultura do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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