(Foto: Tomaz Silva)
Turismo estrangeiro decola no Brasil e impulsiona o setor de serviços
Relatório da OCDE coloca o país no quarto lugar global em expansão de visitantes internacionais, estimulando a geração de empregos na cadeia de viagens.
Mais vagas de trabalho e movimentação no comércio
Para quem trabalha em hotéis, restaurantes, agências de passeios ou aplicativos de transporte, o cenário é de pleno aquecimento. O fluxo de visitantes de outros países em solo brasileiro aumentou em um ritmo que coloca o Brasil na quarta posição mundial em crescimento do turismo internacional, de acordo com o levantamento recente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Isso significa que mais dinheiro está circulando nas cidades brasileiras, estimulando contratações no setor de serviços que muitas vezes começam como temporárias e se tornam fixas.
A injeção de moedas fortes, como o dólar e o euro, fortalece uma engrenagem econômica abrangente. Os reflexos positivos chegam ao produtor de alimentos que abastece as redes hoteleiras, ao pequeno comerciante de bairro próximo aos pontos turísticos e aos guias independentes, promovendo uma distribuição de renda direta na base da economia.
O protagonismo paranaense na atração de estrangeiros
No cenário estadual, a alta é visível. Foz do Iguaçu segue como uma das principais portas de entrada da América do Sul, abrigando as Cataratas do Iguaçu, um destino prioritário para viajantes europeus, asiáticos e norte-americanos. A modernização constante no Aeroporto Internacional de Foz e no Aeroporto Internacional Afonso Pena, na Grande Curitiba, tem sido fundamental para sustentar o desembarque de novas rotas estrangeiras.
Além da fronteira, a própria capital paranaense tem se destacado no chamado turismo de negócios e de eventos. Profissionais que chegam ao estado para congressos e reuniões aproveitam o tempo livre para consumir a gastronomia local, visitar museus e movimentar a rede de táxis e transportes.
Essa operação turística depende de manutenções constantes em rotas e acessos logísticos para que os visitantes tenham a melhor experiência de deslocamento possível.
Contexto histórico e os motivos do avanço
O Brasil sempre foi reconhecido globalmente por suas belezas naturais, mas antes das crises sanitárias globais, o país enfrentava dificuldades para romper a barreira histórica de aproximadamente 6 milhões de turistas internacionais ao ano. O relatório da OCDE evidencia que as políticas recentes de promoção internacional no pós-pandemia consolidaram uma nova fase de expansão no setor.
Entre os principais fatores que ajudam a explicar essa disparada brasileira no ranking da OCDE, destacam-se:
Vantagem cambial: A taxa de câmbio favorável transforma o Brasil em um destino financeiramente acessível para quem recebe salários em dólar ou euro, aumentando o tempo de permanência no país.
Busca pelo ecoturismo: O foco global em turismo sustentável coloca o país no topo das listas de desejo de viajantes que buscam experiências integradas à natureza.
Diversificação de destinos: O turismo brasileiro descentralizou-se. Além das tradicionais praias do Sudeste e Nordeste, estrangeiros buscam vivências em biomas variados, parques nacionais e no turismo urbano e cultural.
O que você precisa saber em resumo
- O Brasil ocupa agora a 4ª posição mundial em expansão do turismo internacional, segundo a OCDE.
- A chegada de mais estrangeiros aquece o setor de serviços, gerando vagas em hotéis, restaurantes e transportes.
- O Paraná tem papel decisivo nessa retomada, puxado principalmente pela força de Foz do Iguaçu e pelo turismo corporativo em Curitiba.
Com informações de Agência Brasil
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