(Foto: Divulgação AEN)
Fim do gargalo: Contorno Sul de Maringá ganha 17 viadutos e pistas de concreto
Intervenção ao longo de 11 quilômetros separa o trânsito urbano do fluxo de caminhões pesados e aumenta a segurança viária na região noroeste
Motoristas que enfrentam diariamente o trânsito misto entre caminhões de carga e veículos de passeio terão uma mudança estrutural na rotina. A prefeitura de Maringá autorizou o início das obras de restauração e duplicação do Contorno Sul nesta quarta-feira (16). O projeto elimina cruzamentos em nível e pontos de estrangulamento que afetam o trajeto diário de milhares de trabalhadores.
Financiamento estadual e estrutura da nova pista
Para resolver o conflito de tráfego urbano, o Governo do Paraná destinou cerca de R$ 450 milhões ao projeto viário. O montante financia a construção de 17 viadutos, uma ponte, passarelas de pedestres e vias marginais ao longo de 11 quilômetros de rodovia.
A engenharia adotou a pavimentação em concreto para substituir o asfalto convencional. Esse material suporta o peso contínuo das carretas e reduz drasticamente a necessidade de manutenções e operações tapa-buracos.
A segregação do fluxo rodoviário sustenta a premissa técnica da obra. Quem viaja grandes distâncias não precisará mais disputar espaço com os moradores que se deslocam entre os bairros. O principal gargalo atual, a rotatória de acesso à BR-376, receberá um viaduto e quatro estruturas adicionais de transposição. O desenho viário final direciona os veículos pesados para as pistas centrais expressas e acomoda o trânsito local nas vias marginais.
Impacto logístico na região metropolitana
O eixo sul funciona como a artéria principal para quem vive nas cidades vizinhas e trabalha em Maringá. A duplicação reduz o tempo de viagem e o desgaste dos motoristas que partem diariamente de municípios como Paiçandu, Sarandi e Marialva. O fluxo regional ganha previsibilidade com a eliminação das paradas obrigatórias em antigas rotatórias e semáforos.
A fluidez viária atinge diretamente o escoamento agrícola e industrial paranaense. As novas alças de acesso facilitam a rota dos caminhoneiros que seguem em direção a Paranavaí e Campo Mourão. O Noroeste do estado depende dessa ligação direta com as rodovias de alto fluxo para despachar produtos aos grandes centros de distribuição e ao porto.
Histórico de acidentes e autoria do projeto
O redesenho do contorno responde a um problema crônico de segurança viária. O trecho original acumulou registros de colisões graves e mortes ao longo dos anos.
Os acidentes decorrem da incompatibilidade entre o excesso de veículos leves e carretas cruzando a mesma pista em horários de pico. A elevação dos cruzamentos por meio dos 17 viadutos corta o risco de abalroamentos laterais, o tipo de impacto mais letal registrado na via.
A concepção da nova rodovia urbana nasceu da iniciativa privada local. A Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim) financiou e elaborou a proposta de engenharia em parceria com empresários do município. A entidade cedeu o planejamento concluído ao Governo do Paraná, viabilizando e acelerando o processo de licitação da obra.
O consórcio Novo Contorno Sul de Maringá assumiu a execução do contrato após vencer a concorrência pública. O grupo reúne as empresas Tripoloni Ltda. e HDO Engenharia e Consultoria Ltda., que agora respondem pelo andamento físico das obras. As equipes de topografia e preparação do solo já iniciaram as operações no trecho.
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Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná
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